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TAP reabre venda de voos para os dias de greve

A requisição civil aprovada na quinta-feira pelo Governo abrange cerca de 70% dos trabalhadores da TAP, permitindo realizar todos os 1141 voos previstos para os quatro dias da greve

Alberto Frias

"Estão reabertas as vendas para os voos" entre os dias 27 e 30 de dezembro, "podendo ser aceites alterações de acordo com as disponibilidades dos voos", diz fonte oficial da companhia.

A TAP reabriu esta manhã a venda de voos para os quatro dias de greve e admite aceitar alterações segundo as disponibilidades dos voos, um dia depois do Governo ter decretado uma requisição civil para o período de paralisação.



Fonte oficial da transportadora aérea afirmou à Lusa que no cumprimento das decisões do Conselho de Ministros desta quinta-feira, ou seja, quando o Governo decretou uma requisição aos trabalhadores da TAP para os quatro dias de greve (de 27 a 30 de dezembro), "os serviços da TAP estão a desenvolver todas as ações necessárias à garantia da realização dos voos programados" para aqueles dias.



"Desta forma, estão reabertas as vendas para os voos do período referido, podendo ser aceites alterações de acordo com as disponibilidades dos voos", reforça a fonte da companhia.



A requisição civil aprovada na quinta-feira pelo Governo abrange cerca de 70% dos trabalhadores da TAP, permitindo realizar todos os voos previstos para os quatro dias da greve, afirmou António Pires de Lima. De acordo com o ministro da Economia, os 1141 voos programados para os dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro vão realizar-se, tendo o governante manifestado confiança de que os trabalhadores do grupo abrangidos pela requisição respeitarão a decisão.



"Temos a legítima expectativa como Governo (...) de que esta requisição seja respeitada e tiraremos as devidas consequências de qualquer desrespeito que eventualmente se viesse a fazer relativamente a esta decisão", disse ontem o ministro.



O Governo reiterou a disponibilidade para negociar as exigências dos trabalhadores elencadas no memorando, entregue na segunda-feira, mas apenas após os sindicatos desconvocarem a greve.



A decisão de relançar a privatização da companhia, suspensa em dezembro de 2012, acendeu uma nova onda de contestação, que culminou com a marcação de uma greve geral de quatro dias.



O Governo pretende apresentar o caderno de encargos da venda de até 66% do grupo TAP até ao início de janeiro, para depois ser levantado pelos potenciais interessados, devendo o processo estar encerrado no primeiro semestre de 2015.