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Sociedade

Stresse na infância triplica risco de diabetes juvenil

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Embora a diabetes tipo 2 seja mais frequente, sobretudo na idade adulta, nas crianças é o tipo 1 que prevalece e implica o recurso à injeção de insulina

DR

É a conclusão central de um estudo em larga escala efetuado na Suécia.

Luís M. Faria

Jornalista

As crianças sujeitas a situações stressantes têm uma probabilidade três vezes maior de vir a desenvolver diabetes de tipo 1, também conhecida por diabetes juvenil. É o resultado de um estudo em grande escala realizado na Suécia e agora publicado na revista de referência Diabetologia, editada pela Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD, em inglês).

O estudo, cuja amostragem incluiu mais de 10 mil famílias do sul do país, pediu aos pais que respondessem a questionários sobre a ocorrência de eventos como divórcios, conflitos conjugais, mortes, etc. Uma vez obtida, essa informação foi cotejada com os indicadores de saúde, chegando-se à conclusão acima referida.

A diabetes é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento de açúcar ou glicose no sangue e surge em dois tipos. Embora o tipo 2 seja o mais frequente, sobretudo na idade adulta, nas crianças é o tipo 1 que prevalece e que implica o recurso à injeção de insulina.

Não se sabe exatamente por que motivo o stresse provoca a diabetes. Sabe-se que a insulina - essencial para processar a glicose no corpo - fica em quantidade insuficiente quando o sistema imunitário ataca as células que a produzem no pâncreas. Pode acontecer que os eventos stressantes façam aumentar a exigência de insulina para compensar com um grau acrescido de hormonas de stresse.

Em termos gerais, a componente genética é muito importante na diabetes, a par com fatores ambientais e de comportamento (obesidade, hipertensão). Normalmente, o risco da doença sobe a partir da meia-idade - embora nem sempre implique o recurso à insulina e possa ser combatido com medicação oral, alteração de hábitos alimentares e exercício físico.