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Serviços do Ministério estavam a recusar bolsas a alunos carenciados. Agora já vão pagar

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FOTO JOSÉ COELHO / LUSA

Escolas da região Norte receberam ordens dos serviços para não pagar bolsas de mérito, no valor de 1000 euros, a alunos do ensino profissional apoiados pela ação social escolar. Até terça-feira, o Ministério da Educação assegurava que tudo estava a ser pago, apesar dos documentos e testemunhos de alunos que provavam o contrário. Hoje, deu nova garantia: as bolsas em falta "serão pagas" . 

Mais de três meses depois do que era suposto, os alunos do ensino profissional das escolas de região Norte vão receber as bolsas de mérito a que têm direito, destinadas aos estudantes mais carenciados e que tenham bom desempenho académico, garantiu esta quarta-feira o Ministério da Educação (ME).  

Até agora, a informação que a delegação regional de Educação do Norte tinha feito chegar aos agrupamentos era a de que, "nesta fase", os alunos do ensino profissional estavam fora deste apoio, ao contrário dos colegas do ensino regular. Estes estão já a receber inclusivamente a segunda tranche da bolsa de mérito, num valor total de cerca de 1000 euros.  

Já em março, em resposta a uma reclamação de um grupo de alunos, os serviços regionais de Educação do Norte mantinham a posição de que o pagamento não podia ser feito. E vários diretores contactados pelo Expresso confirmaram que não tinham recebido quaisquer verbas para pagar as bolsas aos estudantes do ensino profissional. 

Até terça-feira, o Ministério da Educação, através do seu gabinete de comunicação, garantia que "todos os processos instruídos e terminados já foram pagos", apesar de haver documentos e testemunhos de diretores e alunos em sentido contrário. Esta quarta-feira, depois de nova insistência do Expresso, a resposta foi esta: "Estes alunos gozam dos mesmos direitos dos restantes alunos do país. As bolsas referidas serão pagas". 

Esta mesma situação já tinha acontecido em 2014. Na altura, depois de questionado pelos jornais sobre as razões daquele corte, o ME voltou atrás, desculpou-se com uma "interpretação errada dos serviços" e transferiu as verbas. Desta vez, não surgiram quaisquer explicações, mas a garantia de que todos irão receber voltou a ser dada.