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Satélites russo e americano embateram no espaço

A colisão ocorreu ontem, cerca de 805km acima da Sibéria, na Rússia, tendo sido confirmada pela NASA.

Maria Luiza Rolim, com agências

O acidente espacial ocorrido terça-feira entre dois satélites de comunicação, um russo e um americano, provocou uma gigantesca "nuvem" de destroços que poderiam atingir e até destruir outros satélites. Mas o risco para a Estação Espacial Internacional e os três astronautas que compõem a tripulação é "pequeno", assegurou  a  NASA.

De acordo com a agência espacial americana, o perigo é reduzido porque a estação descreve uma órbita em volta da Terra a uma distância de 435 km abaixo da rota de colisão. Mas segundo o porta-voz da NASA, Kelly Humphries, a verdadeira dimensão do acidente só será conhecida na próxima semana.   

Outros peritos citados pelas agências russas concordam que os destroços dos satélites não constituem "perigo directo" para a Estação Espacial Internacional.  O mais provável é que a maior parte dos destroços acabe por ficar na atmosfera terrestre.

O choque também não deve interferir nos planos da NASA de lançar um autocarro espacial no final desde mês.

"Às 19h56 de 10 de Fevereiro, a uma altura de 800 quilómetros, chocaram o satélite norte-americano Iridium-32 e o satélite militar russo Cosmos-2251. Este último foi lançado em 1993 do cosmódromo de Plesetsk. Deixou de funcionar a partir de 1995. O satélite norte-americano estava em funcionamento", precisou o general Alexandre Iakuchin, vice-comandante das Tropas Espaciais russas. 

Iakuchin acrescentou que "presentemente, os meios de controlo do Espaço acompanham todos os destroços numa altura entre 500 e 1 300 km".

"Sabíamos que isto poderia acontecer eventualmente", disse Mark Matney, um cientista do Centro Espacial Johnson, na cidade norte-americana de Houston, considerando que "este tipo de colisões começará a ter mais e mais importância nas próximas décadas". 

A colisão envolveu um satélite comercial Iridium, que foi lançado em 1997, e um satélite russo lançado em 1993, que não estaria operacional, ambos com cerca de 40 quilos. 

Os especialistas da NASA explicaram que já existiram outros casos de colisão no espaço mas apenas de pequenas partes de satélites.