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Sociedade

Sapadores de Lisboa em greve até dia 26

Associação Nacional de Bombeiros Profissionais garante que os serviços de socorro estão assegurados.

Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, diz que os motivos da paralisação "são sobejamente conhecidos" de há cinco anos para cá e fala numa situação "delicada" para o maior regimento de bombeiros profissionais do país. A greve do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, com início marcado para as 20h00 desta segunda-feira, acaba às 8h00 de sexta-feira.

Apesar da época festiva em que a paralisação decorre, com grande parte da população lisboeta em casa, a Autoridade Nacional de Bombeiros Profissionais afirma que "todos os serviços de socorro estão assegurados" e que "a população não tem de temer nada". Com esta greve dos Sapadores de Lisboa, os serviços que serão afectados são os de prevenção, que decorrem habitualmente nesta quadra. 

A falta de um regulamento interno, que, segundo o presidente da Associação, é responsabilidade da Câmara de Lisboa, é um dos motivos do protesto. Mas Fernando Curto fala ainda da falta de condições e de pessoal. "Há uma grande falta de equipamentos, quer a nível individual, quer a nível de socorro". Em causa estão os Equipamentos de Protecção Individual, mas também as viaturas que estão operacionais. "Estamos a falar de viaturas que nós ainda usamos e que actuaram no incêndio do Chiado." 

Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, fala de quartéis que se encontram num estado "degradante" e da venda em hasta pública de um terreno em Carnide onde se encontra um quartel "charneira". O quartel, onde se encontram sediados o Museu dos Bombeiros e uma central de comunicações conjunta, encontra-se numa localização estratégica. Os Sapadores Bombeiros de Lisboa lamentam ainda não terem sido informados acerca da situação atual do quartel, nem sobre a sua futura localização.



A ação dos Sapadores de Lisboa no Aeroporto de Lisboa é outra das preocupações dos profissionais. O contrato entre a Câmara de Lisboa e a ANA cessa no final do ano, o que, segundo a Autoridade Nacional de Bombeiros Profissionais, coloca em causa o "interesse público" e uma "resposta eficaz" no Aeroporto da capital.

Fernando Curto diz ainda que o valor que o protocolo que a ANA tinha com a Câmara de Lisboa era "mais barato do que a reformulação que a ANA introduziu".