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Relação confirma. Sócrates mantém-se detido

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FOTO NUNO VEIGA/ LUSA

O Tribunal da Relação decidiu por unanimidade manter o ex-primeiro ministro preso por considerar existirem "fortes indicios dos crimes imputados" e "perturbação na recolha e conservação da prova". Só deu razão a Sócrates na questão do perigo de fuga.

Micael Pereira e Rui Gustavo

O Tribunal da Relação de Lisboa recusou esta terça-feira o recurso das medidas de coação apresentado pela defesa de José Sócrates.



A decisão foi anunciada pelo presidente do Tribunal, Vaz das Neves, segundo o qual, os juizes desembargadores decidiram por unanimidade manter o antigo primeiro-ministro preso,  por considerarem existir "fortes indicios dos crimes imputados" e "perturbação na recolha e conservação da prova".

"O tribunal decidiu confirmar a sentença porque se encontram justificados inteiramente os pressupostos com fortes indicios dos crimes imputados e perturbação na recolha e conservação da prova", declarou Vaz das Neves.

 Apesar de ter decidido manter a prisão preventiva, o desembargador Agostinho Torres deu razão à defesa num ponto e concordou que não há perigo de fuga por parte do antigo governante.

Como a decisão não é passível de recurso, a próxima bóia de salvação de Sócrates está nas mãos de Carlos Alexandre, o único que pode libertá-lo num curto prazo: o juiz ainda tem de reavaliar os pressupostos da prisão preventiva, um procedimento obrigatório a cada três meses, e que ainda não foi feito porque o Ministério Público apresentou factos novos. Tendo em conta as decisões anteriores, é pouco crível que Carlos Alexandre decida libertar Sócrates.

O Ex-primeiro-ministro foi detido a 21 de novembro do ano passado e é suspeito de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal. Ontem, segunda-feira, o Supremo Tribunal de Justiça já tinha recusado um pedido de habeas corpus (libertação imediata) por considerar que a prisão não é ilegal.