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Reclusos alegadamente intoxicados com ketamina continuam em "estado muito grave"

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Os oito homens, com idades entre os 24 e 53 anos, continuam com respiração assistida. Droga em causa tem potencial alucinogénico.

Os oito reclusos do estabelecimento prisional de Castelo Branco que foram hospitalizados este domingo com sintomas de intoxicação continuam em estado "muito grave", diz o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS). "Continuam em estado muito grave e com um prognóstico muito reservado", disse esta manhã Vieira Pires, citado pela agência Lusa.



O responsável adianta ainda que os oito homens, alegadamente intoxicados com 'ketamina' (droga com potencial alucinogénico, usada habitualmente como anestésico), continuam com respiração assistida (ventilados). Os oito reclusos são todos do sexo masculino, têm idades entre os 24 e 53 anos e estão todos a ser acompanhados pelos cuidados intensivos daquela ULS.



A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) informou este domingo que a hospitalização dos oito reclusos será averiguada para apuramento do tipo e modo de entrada da substância ilícita que os afetou. "A ocorrência será objeto de averiguação por parte desta direção-geral e será comunicada ao Ministério Público, para apuramento do tipo e modo de entrada no estabelecimento, da substância ilícita que afetou o estado de saúde dos reclusos que a consumiram", refere a DGRSP em comunicado enviado à agência Lusa.



Segundo o documento, ao princípio da tarde de domingo o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi chamado ao estabelecimento prisional de Castelo Branco e transportou oito reclusos, "que apresentavam sinais de doença súbita, resultante do consumo de uma substância ilícita, presumivelmente 'ketamina'". "Os reclusos que sofreram a intoxicação foram objeto de acompanhamento clínico desde os primeiros sinais de mal-estar e estão a ser assistidos e seguidos nos competentes serviços do hospital Amato Lusitano de Castelo Branco", adiantava a DGRSP.



O diretor clínico do Hospital Amato Lusitano (HAL), em Castelo Branco, disse à imprensa no domingo que "todos correm perigo de vida". "Dos oito [reclusos] há cinco mais instáveis, mas todos eles estão em estado crítico".



Questionado sobre o tipo de substâncias que causaram esta intoxicação, Rui Filipe explicou que, neste momento [domingo], "de modo sério e profissional, não se pode confirmar que foi a 'ketamina'", adiantando não poder excluir "que existam outras drogas associadas". Referiu ainda que foram feitas análises no laboratório do HAL, cujo resultado foi "positivo para canábis e benzodiazepinas". "O resto foi para os laboratórios competentes".



Rui Filipe, explicou também que a equipa dos cuidados intensivos da unidade hospitalar, onde os reclusos se encontram, foi reforçada.