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Sociedade

Quem quiser mandar encomendas a Sócrates tem de se registar na cadeia de Évora

A burocracia define quem pode mandar encomendas aos detidos, quantas encomendas por mês pode mandar, e o peso destas. Quem quiser mandar livros a José Sócrates terá de se registar para evitar que sejam devolvidos como aconteceu com "Cavalos de Vento" de António Arnault

O 'pai' do Serviço Nacional de Saúde; António Arnault, enviou um livro a José Sócrates por correio. Ontem, Arnaut disse que iria apresentar queixa por a encomenda lhe ter sido devolvida, situação que "nem no tempo do fascismo" lhe tinha acontecido.

Este sábado, Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), explicou à agência Lusa as razões da devolução: normas que constam do regulamento das prisões . Primeiro, porque o nome de António Arnault, o expedidor da encomend, não faz parte da lista de pessoas que que estão registadas como visitas de Sócrates no Estabelcimento Prisional de Évora. Depois, porque só na primeira semana em que esteve detido, José Sócrates excedeu o número de encomendas autorizadas; logo aí foram devolvidas cerca de 40 encomendas.

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), disse à Lusa que o que está em causa é o cumprimento de requisitos legais, que impõe que cada recluso identifique logo de início quem são as pessoas que autoriza a visitarem-no; essas ficam então registadas nos serviços prisionais e têm um cartão.

Além disso, cada visita registada só pode enviar ao recluso que visita um encomenda por mês, com um máximo de cinco quilos. Antes de ser entregue ao recluso, a encomenda é aberta. As encomendas enviadas por pessoas que não estejam registadas são devolvidas sem sequer serem abertas, por razões de segurança.

Foi o que aconteceu ao livro "Cavalos de vento", que o seu autor António Arnault tinha enviado a José Sócrates a 10 de dezembro. Arnault "não estava registado como visitante" de José Sócrates, por isso os guardas prisionais "não sabiam o que estava lá dentro", disse o dirigente sindical à Lusa.