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Portugueses vão menos ao restaurante e ao cinema e não renovam o guarda-roupa

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FOTO NUNO FOX

Crise mudou os hábitos da população. Inquéritos recentes mostram que há poupanças em quase tudo: da comida que se compra para levar para casa até às pequenas reparações.

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Quatro anos de austeridade obrigaram os portugueses a viverem com menos, de tudo. Poupam na comida, no vestuário, no lazer, nos eletrodomésticos ou nas pequenas reparações que vão sendo necessárias. Este domingo é dia mundial dos Direitos do Consumidor, mas em Portugal continua a ser difícil consumir.

Pensar bem antes de comprar tem sido a regra orientadora para a maioria dos portugueses. As compras por impulso, comuns no que toca ao guarda-roupa, são cada vez menos frequentes. Um inquérito da escola de marketing IPAM, publicado esta sexta-feira pelo Diário de Notícias, revela que dois em cada três portugueses reduziram as roupas e os sapatos para estrear. As promoções são agora os momentos esperados e planeados para comprar vestuário novo.

O Observador Cetelem também conclui que a população está a cortar na fatura com bens acessórios. Na análise que fez, apurou que 66% dos inquiridos compram menos roupa. E ainda nesta área do 'não é essencial' , 64% reduziu os gastos com reparações em casa, móveis e eletrodomésticos.

Refeições só em casa 

A poupança também se faz sentir no que é indispensável. Há quem tenha de fazer escolhas muito detalhadas sempre que vai ao supermercado. O Observador Cetelem apurou que 5% dos inquiridos foram obrigados a poupar na alimentação no domicílio.

Já o IPAM afirma que a grande maioria das pessoas (78%) passou a fazer menos refeições fora de casa. As raras exceções são aos fins de semana. Além disso, recriou-se o hábito da marmita, para levar comida de casa para o trabalho.

Com menos dinheiro no bolso, os portugueses afastaram-se dos cinemas e só 15% diz ser capaz de suportar um gasto adicional até 100 euros. O inquérito do Observador Cetelem apurou ainda que 9% aproveita os subsídios de férias e de Natal, bem como eventuais prémios no trabalho, para um 'pé de meia'. 

Este ano é encarado com esperança. Entre os portugueses na análise da IPAM, 33% acredita que a sua vida melhorar.