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Portugal no top das infeções hospitalares

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Unidades de saúde portuguesas registam uma prevalência de infeções hospitalares a rondar o dobro da média europeia. Projeto "Stop Infeção Hospitalar!" aposta em poupança de 140 milhões de euros.

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

A Fundação Calouste Gulbenkian escolheu 12 unidades de saúde nacionais para integrar o projeto "Stop Infeção Hospitalar!", iniciativa que, em parceria com o Ministério da Saúde e o Institute for Healthcare Improvement, dos EUA, pretende colocar um travão na prevalência de 10,5% de infeções contraídas em ambiente hospitalar no país, quando a média europeia não ultrapassado a fasquia dos 5,7%.

Em condições normais os pacientes portugueses ficam, em média, internados pouco mais de uma semana nos hospitais públicos, período que resvala para 36 dias nos casos recorrentes de infeções hospitalares.

Em relatório divulgado pela Gulbenkian em setembro, a redução da prevalência das infeções hospitalares são um dos pontos a melhorar nas instituições de saúde em Portugal, realidade que a ser invertida permitirá uma diminuição de custos no setor de 140 milhões de euros.

Em declarações ao "Público", José Artur Paiva, coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infeções e membro do projeto Stop, defendeu que o país precisa de um sistema de saúde que "financie a saúde e não a doença", privilegiando a prevenção da doença em vem de "adicionar dinheiro por patologia".

Entre as 12 unidades de saúde que a partir desta terça-feira integram o "Stop Infeção Hospitalar" estão os centros hospitalares de Lisboa Central, Barreiro-Montijo, Instituto Português de Oncologia do Porto, São João, unidades locais de saúde de Matosinhos e Hospital de Braga.

O programa abrange os cuidados intensivos, enfermarias de medicina e cirurgia, e irá envolver mais de 100 profissionais de saúde.