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Pilotos da TAP reunidos. Nova proposta de greve em discussão

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Pilotos da TAP estão reunidos para discutir o acordo assinado com o Governo e decidir nova proposta de greve

Alberto Frias

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil afirma que  os problemas da TAP  "decorrem dos sucessivos erros que a equipa de gestão tem cometido, com a conivência dos Governos "e propõe nova paralisação, que pode ser supeior a dez dias.

Mafalda Ganhão, com Lusa

Reunidos para discutir o acordo assinado em dezembro com o Governo, os pilotos da TAP admitem a realização de uma nova greve, a um mês da entrega de propostas à compra do grupo. Segundo avança a TVI24, a direção do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) colocou em cima da mesa a hipótese de uma paralisação superior a dez dias e a começar já no dia 1 de maio.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) defende que as negociações com a TAP e a PGA sobre os acordos de empresa entraram num impasse e marcou assembleias de empresa para tomar decisões.



Num comunicado emitido na semana passada, a direção do SPAC informou que "o processo negocial entre o SPAC, a TAP e a PGA, no âmbito do compromisso subsidiário do acordo ratificado com o Governo em 23 de dezembro de 2014 chegou a um impasse insanável, por motivos estritamente imputáveis à TAP, à PGA e ao Governo".



Já esta quarta-feira, em novo comunicado, a direção do SPAC "salienta que os problemas da TAP não decorrem da acção dos trabalhadores, mas sim dos sucessivos erros que a equipa de gestão tem cometido ao longo dos anos, com a conivência dos Governos, e que em 2014 foram agravados".

Mais, adianta o comunicado, "os pilotos não aceitam suportar perdas irrecuperáveis que revertem diretamente para o enriquecimento dos eventuais investidores, para a atribuição de prémios aos gestores ou para o financiamento parcial dos ruinosos erros de gestão que têm sido cometidos com impunidade ao longo dos últimos anos".

Governo manifesta "surpresa"

Em causa, estão as pretensões dos pilotos sobre as diuturnidades e sobre a obtenção de 20% do capital da companhia aérea, aquando da sua privatização, que deverá estar concluída até ao final desta legislatura.



O Governo manifestou-se surpreso com a possibilidade de os pilotos porem em causa o acordo estabelecido e poderem convovar nova greve.

"Eu espero que isso não venha a acontecer, porque o acordo que foi alcançado está a ser respeitado pelo Governo, e normalmente nós gostamos que os acordos que vamos fazendo possam ser respeitados", declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, à margem de uma conferência sobre investimento em Portugal, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.



Também o secretário de Estado dos Transportes apelou ao cumprimento do acordo. "Não me passa pela cabeça que seja revertido", afirmou Sérgio Monteiro, quando questionado sobre a ameaça de greve dos pilotos da TAP.



Outro pedido de "ponderação" partiu da Confederação do Turismo Português (CTP), que soliciyou aos pilotos da TAP que "evitem formas de luta que coloquem em causa a economia nacional.



Em comunicado hoje divulgado, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, disse que "existe seguramente margem para a continuação de um diálogo que vise consensualizar soluções, desde que impere o bom senso".



A CTP apela aos pilotos da TAP para usarem "do seu maior bom senso e ponderação nas decisões que tomarem nas assembleias-gerais" e salienta que, qualquer medida que "preconize instabilidade" na TAP, tem "de imediato sérias consequências negativas" no turismo e economia nacionais.