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PGR angolano reage a notícia do Expresso

Gabinete de João Maria de Sousa confirma investigação do DCIAP que considera "normal", crítica violação do segredo de Justiça e diz estar disponível para prestar todos os esclarecimentos sobre o caso.

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

 

A Procuradoria Geral da República de Angola reagiu hoje à notícia da última edição do Expresso, que relatava uma investigação por suspeita de branqueamento a João Maria de Sousa.

Sem nunca desmentir a investigação em curso, o gabinete do PGR nega ter sido contactado por Portugal para quaisquer esclarecimentos e diz ter documentos que porão fim a quaisquer "apressadas conclusões".

Clique na imagem para ler o comunicado na íntegra

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O comunicado da PGR de Angola confirma a existência da transação de 70,3 milhares de euros que deu origem  ao processo administrativo que corre no DCIAP, conforme referimos.

No referido texto estava claro João Maria de Sousa "não foi constituído arguido nem foi ouvido formalmente e goza da presunção de inocência" .

Relativamente ao ponto 7 do comunicado, não afirmámos que o PGR angolano tivesse ficado na posse dos 4 milhões recuperados na sequência de uma queixa por burla de que foi vítima o Banco Nacional de Angola apresentada pelo próprio, enquanto procurador-geral de Angola. Nada, no texto, permite concluir que tenha havido qualquer atuação menos clara, mas tão só que foi devido a uma iniciativa do PGR angolano que o Banco de Angola recuperou parte dos cem milhões que reclamava. Com a formulação que usámos (que os "4 milhões foram recuperados e entregues a João Maria de Sousa") mais não queríamos informar de que foi por sua iniciativa que o Banco de Angola recuperou a verba. A forma discreta como noticiámos esta questão é a prova de que não lhe atribuímos qualquer relevância especial.

O Expresso lamenta que a Procuradoria-geral de Angola não tivesse querido responder às perguntas que atempadamente lhe enviámos, o que teria permitido uma informação mais rigorosa.