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Pereira Cristóvão fica uma noite preso

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Antigo dirigente do Sporting só será ouvido esta quarta-feira pelo juiz Carlos Alexandre. Está indiciado por associação criminosa e pela coautoria de pelo menos dois assaltos a residências. A PJ deteve também um dirigente da Juventude Leonina

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Paulo Pereira Cristóvão, ex-inspetor da Polícia Judiciária e antigo dirigente do Sporting, foi detido esta terça-feira de manhã, em casa, por antigos colegas da Unidade Antiterrorismo da PJ. O Expresso sabe que o suspeito só será interrogado esta quarta pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal.

De acordo com uma fonte próxima do processo, Pereira Cristóvão é suspeito de estar ligado a um grupo "grande, de mais de 12 elementos", que se dedicava a assaltar residências de pessoas "com algum poder económico e que tivessem ouro ou dinheiro em casa". O grupo foi desmantelado em junho e na altura foram presos três agentes da PSP, dois homens e uma mulher.

Segundo a mesma fonte, o grupo terá cometido "oito ou nove assaltos, simulando buscas policiais". Paulo Pereira Cristóvão é suspeito de estar envolvido "em pelo menos dois assaltos", mas não de forma material. Isto é, terá passado informação ao grupo sobre casas a assaltar.

Expresso contactou o advogado que representa o antigo dirigente sportinguista, mas Paulo Farinha Alves não quis fazer qualquer declaração. "Esta quarta-feira logo decido se falo."

Paulo Pereira Cristóvão já tinha sido acusado noutro processo e vai ser julgado por sete crimes: burla, branqueamento de capitais, dois de peculato, denúncia caluniosa, acesso ilegítimo e devassa. Na altura, segundo o Ministério Público, terá montado uma armadilha ao árbitro José Cardinal para o poder acusar de corrupção. Agora é suspeito de fornecer informações a um grupo de assaltantes. De uma noite na prisão já ninguém o livra.