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Pereira Cristóvão fica em prisão preventiva

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Ex-dirigente do Sporting vai aguardar julgamento na cadeia de Évora. É suspeito de assaltos e sequestro. Advogado vai recorrer (em desenvolvimento)

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

O juiz Carlos Alexandre decretou há momentos a medida de coação mais grave para Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting que está indiciado pelos crimes de roubo e sequestro. O suspeito, que já foi inspetor da Polícia Judiciária, ficará em prisão preventiva na cadeia de Évora, onde está o ex-primeiro ministro José Sócrates.

Mustafa, dirigente da claque Juventude Leonina, também vai ficar em prisão preventiva. Um terceiro suspeito, Nuno Lobito, também ligado à claque, é o único que vai aguardar julgamento em liberdade.

Os três detidos são suspeitos de ligações a um grupo de 12 assaltantes de residências, que integrava três agentes da PSP e foi desmantelado no último verão. De acordo com a investigação, Pereira Cristóvão escolhia os alvos que eram depois assaltados pelo grupo. Não participou em todos os assaltos.

Quando estava na PJ, Pereira Cristóvão foi acusado de torturar Leonor Cipriano, suspeita de matar a própria filha. Foi absolvido. Saiu da polícia depois de ter sido envolvido em vários processos disciplinares por assédio e pelo alegado desvio de dinheiro apreendido em operações.

Mais tarde, quando era dirigente do Sporting, foi acusado de montar uma cilada ao árbitro José Cardinal. O julgamento começa no verão.