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"Para mim foi uma honra desvirginar o Tito", diz Rute

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Rute e Tito Chaves, com 21 e 26 anos, casaram virgens por uma questão de fé. Ambos evangélicos, ela restauradora, ele informático, dizem que se tornaram num só corpo quando fizeram sexo pela primeira vez. Na noite de núpcias experimentaram o "choque fantástico" de verem o corpo nu do outro. Só consumaram o ato ao terceiro dia. "Com calma. Não tínhamos a exigência ou a pressa de ter que o fazer". O Expresso falou com 33 portugueses que deram a cara e o testemunho de como são na cama. Conheça mais quatro histórias e perspetivas diferentes do que cabe no conceito de fidelidade. 

Reportagem de Bernardo Mendonça e Maria João Ruela (Texto), Hugo Neves (Imagem), João Lemos (Fotografias), Ricardo Sant´Ana (Edição de Imagem), Paulo Alves (Grafismo)

Rute e Tito nunca antes tinham sequer beijado outra pessoa. Quando trocaram alianças fizeram juras eternas de exclusividade sexual, amorosa e espiritual. "O facto de sermos exclusivos um do outro permite-nos viver o sexo de uma maneira mais plena", considera Rute. 

Para Catarina Nabais, 38 anos, filósofa, fidelidade é outra coisa. Mais livre, partilhada, mas sem mentiras. Ela que que gosta de olhar o mundo de uma perspetiva sexual. afirma que na relação passada mais longa, de 12 anos, experimentou até onde pode ir o compromisso amoroso ao frequentar festas de swing, em França, com o ex-companheiro. E garante que não havia lugar para o ciúme.

Elvis Veiguinha, de 50 anos, sound designer, que nos anos 80 foi o primeiro campeão nacional de DJ, separou-se da ex-mulher pelos 'doentios' ciúmes e acusações de traição. "Um ciúme bélico, doentio, constante". Acabou por se separar pelo desgaste dessa sombra de infidelidade. Hoje vive uma relação tranquila com a mulher que imaginava nos sonhos. Diz que são libertos dos ciúmes. E que, no plano das fantasias, podem incluir outras pessoas. "Quem é que não tem fantasias com outras pessoas? Com um artista, por exemplo? Quantos não fantasiam com a Angelina Jolie? O desejo faz parte da condição humana".

 Susana Romana e Jorge Carneiro, de 33 e 31 anos, dizem que na cama são mais Monty Python do que 50 Sombras de Grey. Esta guionista de humor e este engenheiro informático não se imaginam a incluir outras pessoas na sua relação, nem tão pouco a trair. Na hora do prazer, juntam gargalhadas e chegam a divertir-se a enunciar nomes de figuras públicas que podiam estar presentes. "Manuel Luís Goucha, por exemplo".  Veja este sábado a reportagem integral na E, a nova revista do Expresso, e no Jornal da Noite da SIC.