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Padre Lino Maia demarca-se da investigação da PJ: "Só dou apoio moral e espiritual"

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Presidente da Confederação das IPSS garante que não tem qualquer interferência na gestão da Obra Diocesana do Porto, sobre a qual recaem suspeitas de fraude.

O padre Lino Maia assegura que apenas dá "apoio moral e espiritual" aos dirigentes e utentes da Obra Diocesana de Promoção Social do Porto, que esta quinta-feira está a ser alvo de buscas por suspeitas de fraude.

"Não sou dirigente, sou apenas assistente eclesiástico. Nessa qualidade, dou apoio moral e espiritual, nomeadamente aos dirigentes da Obra, mas não tenho qualquer interferência na gestão", afirmou ao Expresso o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

As buscas realizadas esta quinta-feira pela PJ e pela Inspeção da Segurança Social foram motivadas por uma denúncia, que acusa a Obra Diocesana do Porto de ter inflacionado o número de utentes a frequentar as diferentes valências da instituição, como a creche ou o centro de dia, para dessa forma obter mais financiamento do Estado.

"Não sei se foi uma denúncia anónima ou assinada, nem sei se tem algum fundamento. Parece-me que não, mas é preciso averiguar. É importante que haja transparência total", afirmou o padre Lino Maia, uma das figuras mais destacadas no combate à pobreza em Portugal.

"As instituições de solidariedade vivem com muitas dificuldades, mas peço a todas que cumpram com as suas obrigações com o máximo de clareza", adiantou.

A Obra Diocesana de Promoção Social do Porto foi distinguida esta quarta-feira pelo Presidente da República com a Comenda de Mérito. O padre Lino Maia foi igualmente condecorado como Grande Oficial.