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O que intoxicou os reclusos de Castelo Branco?

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Apesar das suspeitas, as análises revelaram que a ketamina não foi  responsável pela intoxicação dos oito reclusos do estabelecimento prisional de Castelo Branco. A droga alucinogénica está fora de questão, assim como a heroína e a cocaína.

A 'ketamina' não é, afinal, a causa de intoxicação dos oito reclusos do estabelecimento prisional de Castelo Branco hospitalizados este domingo. A informação é adiantada em comunicado pelo presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da cidade, Vieira Pires, que sublinhou ainda que um dos reclusos está em "estado muito crítico".  

O responsável explica que, "no que às análises efetuadas diz respeito, os canabinoides são a única substância confirmada, sendo negativas para a 'ketamina'", droga com potencial alucinogénico usada habitualmente como anestésico. 

Quanto aos reclusos, os dois que foram internados no Hospital Amato Lusitano (HAL) "irão ser transferidos durante a tarde para o Hospital Prisão de Caxias"; um está em estado grave e dos restantes cinco, um "já não precisa de suporte ventilatório", enquanto os outros quatro "precisarão ainda de cuidados médicos bastante diferenciados, pelo que não se prevê em curto lapso de tempo a sua transferência".

Contactado pelo Expresso, o vice-presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, João Pinheiro, diz que os laboratórios continuam à procura "da substância ou substâncias que provocaram a intoxicação" dos reclusos e garantiu que haverá mais resultados até esta quarta-feira. "Tratar-se-á de uma droga sintética, estando excluídas substâncias mais comuns como a heroína e a cocaína", acrescenta. 

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) informou esta segunda-feira que o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Coimbra e pelo Ministério Público. 

A nota enviada pela DGRSP diz que neste momento é ainda "prematuro avançar com quaisquer conclusões sobre os factos que estão a ser investigados e que se encontram, aliás, em segredo de justiça". 

Foi aberto um inquérito ao caso, ligado à entrada ilegal de substâncias (ainda não identificadas) no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco, pela Procuradoria-Geral da República, investigado pela 1ª Secção da Procuradoria Local da Comarca de Castelo Branco.