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Nota da direção do Expresso


Na sequência do comunicado do Ministério da Saúde, a direção do Expresso emitiu a seguinte nota:

O Expresso compreende que o Ministério da Saúde não se reveja no nosso título de primeira página, mas o jornal não se revê igualmente no texto e no tom do desmentido do governo. Concedemos que a palavra cadastro possa induzir a leituras erradas, mas é a palavra correta para descrever uma das alterações que está a ser pensada à Lei do Tabaco, cujas linhas gerais foram publicamente divulgadas na reunião de terça-feira na Direção-Geral de Saúde e posteriormente explicadas pelo secretário de Estado da Saúde, a pedido deste jornal, como a notícia sublinha.

O Expresso lembra que não é a primeira vez que este governo vem desmentir ideias que lançou sobre alterações à lei do tabaco, tendo a mais recente passado por desmentidos, recuos e até por publicas divisões na coligação governamental. Apenas lembramos estes factos para sublinhar que a intenção de passar a registar por escrito os hábitos dos pais fumadores foi manifestamente declarada esta semana pelas autoridades competentes. Se essa intenção não resiste a uma notícia deste jornal e a alguma polémica pública, é um facto que registamos e que nos obriga a sermos mais cuidadosos, não com a informação que temos mas com a convicção de quem a transmite.