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Sociedade

Naturismo, uma filosofia revolucionária

A primeira estância de nudismo da Alemanha abriu em 1903, perto de Klingberg, na baía de Lübeck.

FOTO CORBIS/VMI

Alemanha, século XIX. No império de Guilherme II, o culto do corpo e da nudez tinha  o significado de empenhamento político Leia na edição de julho, já nas bancas.

Nunca a burguesia alemã foi tão rígida no traje como no final do século XIX. Durante esses anos de vergonha e rigidez moral, a moda era rigorosa, sóbria e de um puritanismo de colarinho engomado.

Os homens usavam casacos de colarinho rijo e escondiam o rosto sob espessas barbas. As mulheres sofriam dentro de espartilhos e deslocavam-se com decência e rigidez nas suas vestes longas, com barbas de baleia duras como aço.

Os encantos da nudez

Formal e geralmente escuro, o vestuário burguês influenciava também o gosto dos outros grupos sociais. E, no entanto, foi neste ambiente absolutamente hostil ao prazer que um número surpreendentemente elevado de pessoas descobriu os encantos da nudez, a partir de meados da década de 1890.

Para muitos alemães em busca de descanso, tomar banhos de mar ou apanhar ar completamente nus pareceu subitamente mais benéfico do que com os tradicionais fatos de banho integrais, que continuavam a aprisionar o corpo. A primeira estância de nudismo da Alemanha abriu em 1903, perto de Klingberg, na baía de Lübeck.

Em apenas dez anos, passou a haver nada menos de 380 locais do género e muitas obras faziam a apologia da nudez. Não se tratava, no entanto, apenas de uma reação espontânea a uma regra de indumentária considerada asfixiante. Não seria necessário despir-se para ganhar liberdade de movimentos. Seria sempre possível produzir vestidos, calças, casacos e roupas íntimas mais folgados.

Leia mais na edição de julho, já nas bancas.