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"Não me desgosta ser Papa." Francisco entra no terceiro ano de pontificado

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O Papa num momento da sua habitual audiência semanal com fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, esta quarta-feira

"LOsservatore Romano" - Press Office/EPA

No dia em que completa dois anos como líder máximo da Igreja Católica, o Papa argentino volta a surpreender numa entrevista a uma televisão mexicana. E até conta uma anedota.

Rosa Pedroso Lima, no Vaticano

Francisco completa esta sexta-feira dois anos de Pontificado e continua a surpreender. Numa entrevista, hoje divulgada por uma estação televisiva mexicana, fala do Conclave que o elegeu, de como foi surpreendido pela escolha e como se está a dar no topo da Cúria romana.

"Não me desgosta ser Papa", responde Francisco a uma pergunta direta da jornalista mexicana, acreditada junto da Santa Sé. "Uma vez concretizada 'a coisa' [leia-se a nomeação], faz-se".

A primeira parte da entrevista está cheia de frases que, certamente, vão marcar os próximos dias deste papado. Como quando Francisco diz que a sua "maior penitência são as viagens", porque a sua "neurose" é ser demasiado caseiro. Ou quando assume que "não teria aguentado" se vivesse nos aposentos do palácio apostólico reservados ao Papa.

Politicamente, a entrevista também vai ter efeito. O Papa assume que, por ter falado nos problemas do narcotráfico na Argentina (numa carta a um amigo, que acabou por ser divulgada nos media mundiais), sofreu " consequências".

Mas não deixa de pôr mais lume na fogueira. "Tenho de dizer que, às vezes, sinto-me usado por políticos do país. Políticos que pediam audiências". O Papa argentino não poupa o seu povo. "Nós argentinos, não somos humildes", diz aproveitando para contar uma anedota. "Sabe como se suicida um argentino? Sobe pelo seu ego e atira-se".

Leia mais na edição desta sexta-feira do Expresso Diário, a partir das 18h00.