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Mulheres estudem, pela vossa saúde!

Estudo sugere que as mulheres com maior nivel de escolaridade lidam melhor com a doença

Alexandra Simoes de Abreu

As mulhres com mais escolaridade lidam melhor com a doença do que as mulheres menos escolarizadas. Pelo menos e o que diz o estudo desenvolvido no âmbito da tese de Doutoramento da investigadora Margarida Figueiredo Braga, do Serviço de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). O trabalho permitiu avaliar uma amostra de 31 mulheres saudáveis, 31 mulheres com depressão e 38 com lúpus, com idades compreendidas entre os 20 e os 70 anos. O lúpus é uma doença crónica do sistema imunitário que afecta mais o sexo feminino e que está associada ao aparecimento de patologias psiquiátricas. Por isso foi usado como modelo de estudo pela autora.

Os resultados demonstraram que a escolaridade tem um efeito claramente positivo sobre o bem-estar psicológico das doentes com depressão ou lúpus, reduzindo o sofrimento psicológico. As doentes deprimidas tinham significativamente menos anos de escolaridade e, sobretudo nos casos de depressão severa, o reduzido número de anos de escola estava associado a um quadro clínico mais grave. Nas doentes com lúpus a educação relacionou-se com a frequência de emoções positivas ligadas a uma vida activa, satisfação social e ocorrência de acontecimentos agradáveis.

De acordo com Margarida Figueiredo Braga, "a importância da educação na expressão da depressão não deve ser subestimada num tempo em que se pensa que esta patologia atingirá uma em cada cinco mulheres ao longo da vida".