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Morreu o líder timorense João Carrascalão

O líder histórico timorense era atualmente embaixador na Coreia do Sul. João Carrascalão morreu aos 65 anos. 

O histórico dirigente timorense João Carrascalão morreu hoje aos 65 anos em Díli, informou à agência Lusa a embaixadora de Timor-Leste em Portugal e sua irmã, Natália Carrascalão.

Natália Carrascalão estava a caminho de Timor-Leste, quando, numa escala em Singapura, foi "surpreendida com a notícia".

A embaixadora adiantou à Lusa que João Carrascalão morreu "há umas horas" e que se encontrava bem de saúde, apesar dos conhecidos problemas cardíacos e de diabetes.

"Não tinha nada de muito especial e ainda ontem [quinta-feira] esteve num jantar", referiu, acrescentando que ainda não tem indicações sobre o funeral do irmão.

João Viegas Carrascalão fundou e dirigiu a UDT - primeiro partido a ser criado em Timor-Leste após 1974 e o fim do domínio colonial português - durante muitos anos.

Era desde 1993 o presidente do Conselho Superior Político, órgão responsável pela direção política do partido, pela execução da estratégia traçada pelo Congresso e pela fiscalização política das atividades de todos os órgãos da UDT.

Carraslão estudou Topografia e Agrimensura em Luanda e especializou-se em Cartografia na Suíça.

Dirigiu o golpe de 11 de agosto de 1975, que deu origem à saída do contingente português e do governador Mário Lemos Pires e à sequente ocupação Indonésia do território.

Carrascalão exilou-se e combateu a ocupação a partir da vizinha Austrália.

Em 2007, candidatou-se às eleições presidenciais de Timor-Leste e ficou em último lugar com apenas 1, 72% dos votos.