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Morreu o jornalista Tolentino de Nóbrega

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Os jornalistas Ramon Font, Tolentino da Nóbrega ("Público"), Nicolau Santos (Expresso), Fernando de Sousa ("DN" e SIC), António Peres Metello ("DN" e TVI) e António Esteves Martins (RTP) no dia em que foram agraciados pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique

Nuno Botelho

Vencedor do Prémio Gazeta, o jornalista do "Público" era uma voz de independência na Madeira.

Chrstiana Martins

O correspondente do jornal "Público" na Madeira, Tolentino de Nóbrega, morreu esta madrugada no Funchal, vítima de cancro. Tinha 63 anos. O funeral será realizado hoje às 15h no Machico, de onde o jornalista era originário, e será precedido de uma missa, na Igreja Velha de S. Martinho, no Funchal, às 13h30.

Iniciou a carreira como colaborador do "Comércio do Funchal", em 1972. Entre 1974 e 1993 integrou a redacção do "Diário de Notícias do Funchal" e passou por diversos títulos da imprensa nacional, entre os quais o Expresso, tendo integrado o grupo de fundadores do "Público".

Em 1998, Tolentino conquistou o Prémio Gazeta, o maior galardão do jornalismo português, e em 2006 foi condecorado pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Ordem do Infante D.Henrique no grau de comendador.

Numa entrevista ao jornal "Record" explicou a sua compreensão do jornalismo e a relação com o então representante máximo do Governo Regional da Madeira: "Não sou crítico do dr. Alberto João Jardim, sou crítico de todas as formas de autoritarismo e de todas as formas de governo que desrespeitem as liberdades, muito particularmente a liberdade de expressão. Sem uma imprensa livre não há democracia. Se há, numa região de Portugal, pressões e coacções contra jornalistas, restrições ao acesso às fontes de informação, não há democracia plena, há défice democrático. Ele tem a legitimidade de um governante eleito, mas o Hitler também foi eleito...".