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Militares portugueses vão treinar tropas iraquianas em 2015

Portugal poderá contribuir com um contingente de até 30 militares do Exército no Iraque

Tiago Miranda

O Conselho Superior de Defesa deu hoje parecer favorável a "uma missão de assistência e apoio" no Iraque, no âmbito da NATO.

O Conselho Superior de Defesa deu hoje parecer favorável a "uma missão de assistência e apoio" no Iraque, no âmbito da NATO, e "à possibilidade de participação na coligação multilateral" com "formação e treino militar".

"Face às recentes preocupações de segurança internacional, o conselho analisou e deu parecer favorável a uma missão de assistência e apoio, no âmbito OTAN [Organização do Tratado Atlântico Norte, NATO], e à possibilidade de participação na coligação multilateral no Iraque, no quadro da formação e treino militar", veiculou aquele órgão através de um comunicado lido pelo secretário do conselho, o general João Goulão de Melo.

O conselho também deu parecer favorável às propostas do Governo de Lei de Programação Militar e de lei de infraestruturas militares, considerando que estão "em condições de transitarem para decisão do Governo e, posteriormente, da Assembleia da República".

No comunicado, informa-se igualmente que o Conselho deu parecer favorável à "proposta do Governo sobre as missões para o ano de 2015" no âmbito da NATO, da União Europeia e da ONU, "que, de uma maneira geral, dão continuidade às missões realizadas em 2014".

De acordo com fontes da Defesa, mantém-se a participação de Portugal na missão da NATO no Kosovo, em operações de policiamento aéreo do Báltico, na operação Atalanta, que visa a prevenção da pirataria prevendo a vigilância marítima na costa da Somália, e no Mali, na missão de Estabilização Multidimensional Integrada das Nações Unidas (MINUSMA).

 

Destacado "profissionalismo" no Afeganistão

Aquele órgão foi também informado sobre a "situação das forças nacionais em missões de paz no exterior" e o comunicado menciona especificamente a missão no Afeganistão, já concluída.

Em relação à missão portuguesa que desde 2003 vinha a ser cumprida no Afeganistão, "foi sublinhado o profissionalismo demonstrado em tarefas de elevado risco e sacrifício", o que foi reconhecido "pelas mais altas entidades da Aliança Atlântica e do próprio governo local".

"O conselho considerou que a atividade das Forças Armadas em missões tão diferenciadas e em lugares tão distintos tem dado um forte contributo para a imagem internacional do nosso país", lê-se também no comunicado.

 

Contingente de até 30 militares no Iraque

Portugal poderá contribuir com um contingente de até 30 militares do Exército na coligação multilateral no Iraque em missões de formação e treino, durante o ano de 2015, em datas a definir, disseram à Lusa fontes da Defesa.

Questionado hoje na comissão parlamentar de Defesa Nacional sobre a participação portuguesa na coligação internacional contra o autodenominado Estado Islâmico, o ministro da tutela, José Pedro Aguiar-Branco, escusou-se a fornecer dados concretos por se realizar em seguida a reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.

Perante os deputados, Aguiar-Branco reiterou contudo a posição do Governo português sobre a matéria, frisando que o executivo "não tem dúvidas" sobre de que lado se deve colocar e que já manifestou todo o apoio político e diplomático.