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Marques Mendes não compreende ausência de arguidos no caso BES

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Apesar de reconhecer que o relatório preliminar da Comissão de Inquérito ao BES "está bem escrito", o comentador considerou que a ausência de arguidos merece uma explicação por parte do Ministério Público.

Helena Bento

Jornalista

"Não se compreende que ainda não tenham sido constituídos arguidos", comentou esta noite Luís Marques Mendes, referindo-se ao relatório preliminar da Comissão de Inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES), apresentado esta semana no Parlamento. 

"O Ministério Público não tem agido bem e devia dar uma explicação", acrescentou o comentador, na sua habitual análise aos acontecimentos da semana, na Sic. 

Apesar de o documento estar "bem escrito" e não ser "partidário, como costumam ser os relatórios destas comissões", "deixa um pouco a desejar, porque é excessivamente longo e muito politicamente correto, muito explicativo", como se pretendesse "agradar a toda a gente", referiu ainda o comentador. 

Sobre o Programa de Estabilidade apresentado também esta semana pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, Marques Mendes afirmou que apesar de o documento ser "claro" e "sustentado", e não ser "eleitoralista", apresenta vários "aspetos negativos", pois "não tem praticamente nada de redução da despesa", sendo por isso uma "desilusão em matéria fiscal". 

Luís Marques Mendes comentou também as alterações à lei do tabaco propostas esta semana pelo Governo, que deverão alargar a proibição de fumar a todos os espaços públicos fechados, afirmando que as mesmas revelam "um excesso de fundamentalismo" e que "o Estado devia meter-se o menos possível na vida das pessoas". 

Sobre a proibição do consumo de todas bebidas alcoólicas a menores de 18 anos, Marques Mendes considerou que "as medidas em teoria vão na boa direção", mas que na prática podem não resultar por falta de fiscalização.

Relativamente às eleições legislativas, afirmou que há vários sinais que apontam no sentido de uma coligação pré-eleitoral entre PSD e CDS, como a aprovação do Plano de Estabilidade na Assembleia. "Se não houver coligação, PSD e CDS estão a praticar um suicídio pré-eleitoral, em direto na praça pública", acrescentou o comentador.