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Manuela Ferreira Leite. "Sinais positivos" não resultam de o Governo ter seguido "políticas corretas"

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Alberto Frias

Para a comentadora da TVI 24, o futuro exige que se tirem lições e "é perigoso" atribuir os sinais positivos às "medidas seguidas após a crise" e aconselhou o primeiro-ministro a não fazer declarações que possam cair "no ridículo".

Deixando várias críticas ao Governo, Manuela Ferreira Leite considerou esta noite que "tentar transmitir a ideia de que alguns sinais positivos na economia são resultado de uma política seguida quando entramos em crise" é um erro", perigoso até.

No seu comentário habitual na TVI 24, Ferreira Leite sublinhou que, "é preciso aprender a lição, até para "não se voltarem a repetir medidas iguais" em eventuais novos cenários de crise.

O projeto definido, "e definido pela trika", frisou a comentadora, "não teve em consideração muitos aspetos da realidade nacional". "O crescimento do desemprego, da emigração, a destruição do nosso tecido produtivo não faziam com certeza parte do plano", acrescentou.

Ainda numa perspetiva crítica, Manuela Ferreira Leite condenou certas afirmações do primeiro-ministro como  "dizer que o país vai transformar-se no mais competitivo do mundo".

"Em que se baseia esta expetativa?, questionou-se. "Para que não se lance a dúvida e não se caia no ridículo, é preciso acompanhar declarações como estas de bases mais sólidas".

Da mesma forma, disse, "parece-me que garantir que não serão cometidos os erros dos últimos 30 anos em matéria de fundos comunitários é algo que não deve ser feito". "Houve erros, com certeza", frisou, mas "não nos podemos esquecer que foi nesse período que passamos a ter saneamento, estradas, escolas e hospitais".

estabelecer confiança para o futuro passa por "não negar o que de bom foi feito", conclui.

Sobre a lista VIP de contribuinte, Manuela Ferreira Leite admitiu que o que a está "a preociupar mais" é o facto de a discussão ter sido conduzida para a questão do sigilo fiscal, em termos perigosos. "Acabar com o sigilo fiscal porque não o consigo cumprir ou controlar? Isto não é possível", é uma ideia a combater, afirmou.