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Kayakweru foi envenenada

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Kayakweru no dia em que foi libertada, a 7 de fevereiro

CRÉDITOS: ICNF

Resultado da toxicologia já é conhecido. Está aberto um inquérito-crime na procuradoria de Beja.

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Kayakweru morreu há um mês e quatro dias. A fêmea de lince ibérico foi encontrada sem vida, a 12 de março, num terreno fora da Herdade das Romeiras, perto de Mértola, por onde deambulara em liberdade durante apenas duas semanas. A inexperiência e a fome tê-la-ão levado a comer um isco envenenado. Mas foi preciso um mês para se confirmar a suspeita de envenenamento.

A GNR, enquanto autoridade com a investigação a cargo, foi notificada oficialmente quarta-feira, confirmou ao Expresso fonte do SEPNA (Serviço de Natureza da GNR). Mas o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que é a entidade nacional responsável pelo programa de ação do lince ibérico, diz ter sido só informado oficiosamente.

A necrópsia feita na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, há um mês, indicava possibilidade de envenenamento, mas a causa de morte manteve-se inconclusiva até esta terça-feira. Era preciso realizar uma análise toxicológica que só foi executada no início desta semana, porque o aparelho (um cromatografo gasoso) entrara em manutenção e faltava-lhe uma peça para poder funcionar. A dita peça chegou no final da semana passada e o resultado da análise foi agora conhecido.