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"Jornal do Comércio" regressa às bancas para falar da "economia real"

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Título vai ser relançado na próxima semana pela editora Diário de Bordo. Vai ter periodicidade mensal, tiragem de 10 mil exemplares e preço de capa de um euro. O objetivo é reduzir a periodicdade para quinzenal já no próximo ano.

O "Jornal do Comércio" vai regressar às bancas portuguesas na próxima semana, quase 30 anos depois da publicação do seu último número. O relançamento ocorre pela mão da Diário de Bordo Editores, responsável por publicações especializadas como as revistas "Direito & Política" ou "Segurança & Defesa". 

"Achámos que seria interessante lançar uma nova publicação na área económica, mas mais ligada ao universo das PME e da economia real", explica ao Expresso o diretor-geral da Diário de Bordo, Paulo Noguês, que assumirá também a direção editorial do título. A primeira edição do novo jornal, de periodicidade mensal, chegará às bancas no dia 15 de abril. 

"A imprensa de economia em Portugal está mais vocacionada para as grandes empresas, a Bolsa e as grandes instituições. Há, por exemplo, uma certa desvalorização do comércio e o papel do jornal vai ser também, em parte, chamar a atenção para a função social do comércio", resume. 

A ligação do projeto às associações comerciais de todo o país vai ser, por isso, um dos polos de dinamização do "Jornal de Comércio", de forma a garantir a sua distribuição à escala nacional. A maior parte dos 10 mil exemplares mensais do título deverão, no entanto, estar disponíveis nas bancas, com um preço de capa de um euro. 

Segundo explica Paulo Noguês, os conteúdos editoriais do "Jornal do Comércio" serão assegurados pela atual equipa da Diário de Bordo Editores, coordenada pela jornalista Elsa Páscoa e que integra uma redação de oito pessoas. Para 2016, o responsável da editora assume a ambição de passar a edição do "Jornal do Comércio" para periodicidade quinzenal, o que poderá motivar um reforço da equipa. 

Nesta primeira fase, Noguês diz que o investimento no relançamento do "Jornal do Comércio" será reduzido. "Não ultrapassará os 75 mil euros, até porque boa parte do investimento é diluído pelo facto de a produção ser suportada pela estrutura atual da editora", explica.  

A publicação contará ainda com uma "forte componente" de opinião, em parte assegurada pelo Conselho Editorial do projeto, que incluirá nomes como o do último proprietário do título, António Rebelo de Sousa, além de António Saraiva, Carina Oliveira, Carlos Santos Ferreira, Jorge Rio Cardoso, José António Rosseau, José Poças Esteves. Luís Nadin de Carvalho, Mário Caldeira Dias e Susana Santos.