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"Já vi namorados a discutir num clube de swing"

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Para Catarina Nabais, 38 anos, filósofa, entre um casal vale tudo, menos a mentira e a falta de respeito. Com um ex-companheiro frequentou em França clubes de 'swing', depois de muito conversarem sobre o assunto. "O swing é uma experiência de cumplicidade e que vem intensificar imenso uma relação e criar múltiplas dimensões à transparência que já lá está." Neste sexto episódio de uma série de sete semanas, vários entrevistados falam abertamente sobre como encaram a fidelidade, um projeto do Expresso e da SIC.

Reportagem de Bernardo Mendonça e Maria João Ruela (Texto), Hugo Neves (Imagem), João Lemos (Fotografias), Ricardo Sant´Ana (Edição de Imagem), Paulo Alves (Grafismo)

Catarina que gosta de olhar para a vida de uma perspetiva sexual, salvaguarda que é preciso muita maturidade e preparação para que a decisão de um casal praticar "swing" não acabe mal. "Já vi namorados fresquinhos, com uma relação recente, a discutir num clube de swing porque não tinham conversado devidamente sobre as questões fundamentais". E reserva um desejo por concretizar: "Gostava de ter sexo com vários homens, com o meu namorado envolvido. Será a cereja no topo do bolo. Por enquanto, quero guardá-la no plano da fantasia. A ideia de a concretizar é um elemento de excitação e não o quero perder".

Virgens até ao casamento

Rute e Tito Chaves, com 21 e 26 anos, casaram virgens por uma questão de fé. Ambos evangélicos, ela restauradora, ele informático, dizem que se tornaram num só corpo quando fizeram sexo pela primeira vez. Na noite de núpcias experimentaram o "choque fantástico" de verem o corpo nu do outro. Só consumaram o ato ao terceiro dia. "Com calma. Não tínhamos a exigência ou a pressa de ter que o fazer". Rute e Tito nunca antes tinham sequer beijado outra pessoa. Quando trocaram alianças fizeram juras eternas de exclusividade sexual, amorosa e espiritual. "O facto de sermos exclusivos um do outro permite-nos viver o sexo de uma maneira mais plena", considera Rute.

Elvis Veiguinha, sound designer, posa na sua sala junto a uma fotografia de Daniel Blaufuks

Elvis Veiguinha, sound designer, posa na sua sala junto a uma fotografia de Daniel Blaufuks

Uma relação sem ciúme Elvis Veiguinha, de 50 anos, sound designer, que nos anos 80 foi o primeiro campeão nacional de DJ, separou-se da ex-mulher pelos ciúmes e acusações de traição. "Um ciúme bélico, doentio, constante". Acabou por se separar pelo desgaste dessa sombra de mentira e falta de confiança na relação. Hoje vive um amor tranquilo com a mulher que imaginava nos sonhos. Diz que são livres de ciúmes. E que, no plano das fantasias, podem incluir outras pessoas. "Quem é que não tem fantasias com outros? Com um artista, por exemplo? Quantos não fantasiam com a Angelina Jolie? O desejo faz parte da condição humana. Não pode é falhar a verdade e a honestidade."

Humor na cama Susana Romana e Jorge Carneiro, de 33 e 31 anos, consideram que na cama são mais Monty Python do que 50 Sombras de Grey. Esta guionista de humor e este engenheiro informático não se imaginam a incluir outras pessoas na sua relação, nem tão pouco a trair. Na hora do prazer, juntam gargalhadas e chegam a divertir-se a enunciar nomes de figuras públicas que podiam estar presentes. Ainda neste episódio a sexóloga Vânia Beliz explica como o "swing" pode ser uma via para a satisfação de um casal e quando o ciúme deixa de ser positivo.

O Expresso e a SIC falaram com 33 portugueses que deram a cara e o testemunho de como são na cama. A fidelidade é o tema deste episódio.