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iPad e iPhone empurram Apple para lucros recorde

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São resultados históricos para a empresa liderada por Steve Jobs, explicados em grande medida pelas vendas do seu tablet e do smartphone da moda.

Carlos Abreu (www.expresso.pt)

A tecnológica norte-americana liderada pelo visionário Steve Jobs - por estes dias de baixa médica - anunciou lucros de 6.004 milhões de dólares (€4.498 milhões) no último trimestre de 2010, o que representa um crescimento de 78% em relação a igual período de 2009.

As vendas dos gadget fetiche do momento - o iPad - um computador pessoal ultraportátil (608 a 730 gramas) de ecrã tátil, e o smartphone da moda - o iPhone -, explicam em grande medida as receitas de 26.741 milhões de dólares (€20.032 milhões) entre outubro e dezembro do ano passado, mais 70% do que no mesmo trimestre de 2009.

"Tivemos uma trimestres fenomenal com recordes de vendas de Mac's, iPhones e iPads", pode ler-se num comunicado da Apple, em que afirmou Steve Jobs promete ainda "coisas excitantes" para 2011.

iPod já era?

A divulgação destes dados conseguiu inverter a tendência de queda das ações da Apple na bolsa de Nova Iorque. Com efeito, no arranque da sessão de ontem o mercado reagiu com apreensão à notícia da doença de Steve Jobs, e as ações da Apple chegaram a perder 2,25%, mas no fecho já ganhavam mais de 2%.

Entre outubro e dezembro a Apple vendeu 4,13 milhões de computadores Mac, mais 23% do que em igual período de 2009, 16,24 milhões de iPhones (+86%) e 7,33 milhões de iPads, mais 74,9% do que entre julho e setembro de 2010.

Recorde-se que o iPad chegou ao mercado norte-americano em abril do ano passado tendo vendido mais de três milhões de unidades nos primeiros 80 dias.

Em contraciclo segue a venda dos leitores portátil de ficheiros multimédia - iPod - que caiu 7% em relação ao último trimestre de 2009, para 19,45 milhões de unidades.