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Há cada vez mais pais em rutura financeira por ajudarem filhos desempregados

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Número de pedidos de apoio por sobreendividamento não cresceu, mas mudaram as razões para as pessoas recorrerem à Deco. Ajudar os filhos que tiveram de regressar a casa ou entrar em dificuldades por causa de penhoras, são duas razões que se evidenciam.

É cada vez maior o número de pessoas mais velhas a entrarem em rutura financeira por ter de apoiar os flhos desempregados, que regressam a casa. A realidade, denunciada pelo Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS), da Deco, faz as manchetes das edições desta segunda-feira do "Diário de Notícias" e do "Jornal de Notícias".

De acordo com os números publicados,o GAS recebeu 7354 pedidos de ajuda no primeiro trimestre de 2015. O total é semelhante ao contabilizado no ano passado, mas alteraram-se as razões na sua origem. Além do apoio aos filhos, as dificuldades financeiras decorrentes de penhoras - geralmente pela incapacidade de cumprir com o pagamento de créditos - é outra das causas a ganhar expressão.

Assim, ainda que o desemprego e a deterioração das condições de trabalho continuem a ser os motivos principais para os pedidos de intervenção do GAS, a percentagem dos processos abertos por estas razões baixou, passando para cerca de 30% (em 2013 o desemprego originou 35% de pedidos e a deteriorazção das condições de trabalho, 34%).

Em sentido inverso, escrevem ambos os jornais, as dificuldades financeiras por causa de penhoras representam este ano 12% (contra 6% em 2013), havendo também mais pessoas a somar dívidas por terem aceite ser fiadoras.

A Deco sublinha que continua a receber demasiado tarde muitos dos pedidos, já que nada pode fazer quando as famílias têm já processos a decorrer em tribunal ou estão próximo da insolvência, o que acontece em 26,2% e 25,6% respetivamente.

Quanto ao perfil de quem recorre ao GAS, 41,4% dos pedidos de ajuda foram encaminhados por trabalhadores do setor privado, 25,2% por reformados e 13,1% por desempregados.

Os dados da Deco revelam ainda que em 32,5% dos casos estão pessoas com rendimentos até 505 euros e em 36,6% das situações, até 1010 euros.