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Grupo Lena nega ter crescido à custa de favores políticos

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Com o vice-presidente detido no âmbito da Operação Marquês que envolve Sócrates e um antigo administrador Carlos Santos Silva, a empresa queixa-se de "ruído sem fundamento" e faz esclarecimento institucional para defender um crescimento que chega a dez países. Deve-se à dedicação de 2000 trabalhadores "sempre no mais escrupuloso respeito pela legalidade e pelas boas práticas". 

Grupo Lena diz que o crescimento da empresa "não pode ser explicado por uma qualquer circustância excecional". A reação institucional surge após a detenção do vice-presidente Joaquim Barroca Rodrigues no âmbito da Operação Marquês, que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates. 

Num comunicado enviado ao Expresso esta noite, o Grupo Lena esclarece que "o poder público" é o principal cliente, quer em Portugal ou noutro país do mundo, e que essa relação tem-se pautado pelo "respeito, responsabilidade e transparência".  Assegura estar disponível para partilhar "todo e qualquer documento" que ajude a "clarificar muito do ruído sem fundamento" e que "muito nos tem prejudicado em Portugal e nos países onde continuamos a trabalhar para criar riqueza e dignificar o País"

Joaquim Barroca Rodrigues, vice-presidente e filho do fundador do grupo foi detido na quarta-feira à noite. Só na sexta-feira de manhã conhecerá as medidas de coação. O seu nome surge associado a transferências de milhões de euros da empresa para contas na Suíça do empresário Carlos Santos Silva, amigo pessoal de Sócrates e antigo administrador do Grupo Lena.

Sem fazer qualquer referência direta ao vice-presidente, o Grupo Lena, com sede em Leiria, lembra que passou por "dois regimes políticos, quatro Presidentes da República eleitos, governos de diversa cor e ideologia política" e defende que o seu crescimento, que chega atualmente a dez países, em três continentes, "pode ser explicado pela dedicação, trabalho e esforço de mais de 2000 colaboradores, sempre no mais escrupuloso respeito pela legalidade e pelas boas práticas" e "não por uma qualquer circunstância excecional". 

O Grupo que diz confiar na Justiça abre portas a "um esclarecimento sério" com a comunicação social. "Confiamos na justiça e sabemos qual o sítio certo para o esclarecimento da verdade. Ainda assim, para um esclarecimento sério, convidamos a comunicação social a rever os números e valores que têm vindo a ser apresentados porque são errados e erróneos, desde as PPP, ao Parque Escolar, de Venezuela a Angola", refere a nota.