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Funcionária processa Prada por discriminação

Marca italiana Prada, no Japão, repreende ex-gerente devido à aparência e acaba processada.

Christiana Martins (www.expresso.pt)

A japonesa Rina Bovrisse processou a marca Prada, um dos mais importantes fabricantes mundiais de vestuário, por ter sido discriminada com base na sua aparência.

A ex-gerente de vendas da Prada no Japão terá sido repreendida pelos seus superiores, que terão dito "sentir vergonha da sua fealdade". Acusada de não ter o "Prada look", Rina acabou por ser demitida.

A marca já reagiu em nota oficial, alegando que todas as acusações de Rina Bovrisse não tiveram provimento no tribunal de primeira instância japonês, e que o processo corre agora os seus tâmites num recurso. "No que diz respeito aos seus princípios, e em particular ao seu capital humano, a Prada tomou sempre exclusivamente em consideração as competências profissionais e a justeza nos relacionamentos inter-pessoais. A Prada rejeita qualquer diferença de tratamento baseada no estatuto, raça ou em quaisquer outros critérios que desrespeitem os indivíduos", pode ler-se no comunicado.

A loja da Prada em Tóquio é uma das mais procuradas da marca em todo o mundo e a ex-funcionária, que já trabalhara para a marca em Nova Iorque, foi contratada em Abril de 2009 para supervisionar 40 lojas e 400 trabalhadores. Seis meses mais tarde foi chamada pelo gerente-geral de recursos humanos da Prada no Japão e advertida de que deveria "mudar o corte do cabelo e perder peso".

A razão da mudança é que a aparência de Rina a impediria de ser apresentada aos executivos da Prada em Milão. A ex-gerente terá sido instada também a demitir as trabalhadoras "velhas", ou seja com mais de 30 anos.

Segundo o jornal O Globo, Rina exige desculpas públicas da Prada e uma indemnização por danos psicológicos decorrentes do trauma.