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Sociedade

França aprova lei permitindo o suicídio assistido

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Lei que permite que doentes franceses em fase terminal possam recorrer a uma "sedação profunda e contínua" foi aprovada por larga maioria pela direita e pela esquerda.

Daniel Ribeiro, correspondente em Paris

Sem polémicas nem sérios confrontos políticos, "a lei sobre o fim de vida" foi defendida pelos grupos parlamentares do PS e da UMP (direita sarkozysta). 

O texto prevê o recurso a uma "sedação profunda e contínua" dos doentes em fase terminal e torna obrigatório o respeito do chamado "testamento vital", as diretivas deixadas por escrito pelos doentes sobre a forma como desejam morrer.

"Dormir antes de morrer para não sofrer" - foi deste modo que Jean Loenetti, deputado da UMP, resumiu o espírito da nova legislação, que defendeu em conjunto com o deputado socialista, Alain Claes. 

Ambos os parlamentares a justificaram como a forma de permitir a doentes atingidos por doenças incuráveis, sofrendo insuportáveis dores físicas e psíquicas, de beneficiarem de tratamentos médicos de forma a "morrerem sem dor e dignamente".

A lei foi aprovada por 436 votos contra 34. Alguns setores mais radicais da esquerda acham o texto insuficiente e defendiam a eutanásia. Outros, geralmente oriundos de meios católicos, acusam os deputados de a terem aprovado.