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Fenprof fala em greve com "expressão forte" nas escolas

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Mário Nogueira conversa com a coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila

António Cotrim/Lusa

O líder da Federação Nacional dos Professores considerou ainda que a data da jornada de luta é "oportuna e importante", lembrando que o facto de se realizar quase no final da legislatura vai lembrar aos governantes todo o mal que fizeram "ao país, à Administração Pública e à educação"

O líder da Fenprof diz que a greve geral da função pública tem uma "expressão forte" na educação, o que demonstra que os trabalhadores não esqueceram o que o atual Governo fez ao longo da legislatura.



Mário Nogueira, que falava esta manhã aos jornalistas em conferência de imprensa à porta da escola de ensino básico dos 2.º e 3.º ciclos Marquesa De Alorna, em Lisboa, avançou que as informações que vão chegando ao sindicato demonstram que a greve tem uma "expressão forte" em todos os graus de ensino.



A greve desta sexta-feira foi convocada pela Federação sindical filiada na CGTP e teve depois a adesão do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE). Na origem da convocação da greve estão os cortes salariais na função pública, o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, a colocação de trabalhadores no regime de requalificação, o congelamento das carreiras e a falta de negociação no setor.



O líder da Federação Nacional dos Professores considerou ainda que a data da jornada de luta é "oportuna e importante", lembrando que o facto de se realizar quase no final da legislatura vai lembrar aos governantes todo o mal que fizeram "ao país, à Administração Pública e à educação".



Mário Nogueira falou da existência de muitas escolas fechadas pelo país, com adesão de professores de escolas básicas e jardins de infância, que estão fechadas não por causa dos trabalhadores não docentes, mas sim dos professores em luta, o que demonstra a indignação das pessoas.



 "Agora, eles [Governo] vêm dizer que vão desbloquear carreiras e repor salários. Agora, porque há eleições, agora é que interessa dizer isso, se ficassem lá mais quatro anos seria a terra queimada completa e absoluta", frisou o sindicalista, reiterando que essa é mais uma razão para os professores não esquecerem o que o Governo lhes fez.



De acordo com Mário Nogueira, estão previstas novas formas de luta no futuro, a primeira das quais já a 25, 26 e 27 de março, tendo em vista os professores que vão estar ao serviço da PACC (Prova de Avaliação de Conhecimentos). Nogueira não descarta a hipótese de trazer novamente os professores para a rua, "para uma grande manifestação de demonstração de indignação" no futuro próximo.



Os professores encontram-se hoje em luta devido à municipalização da educação, contra a mobilização especial, as injustiças nos concursos, os horários de trabalho incompatíveis com o exercício da profissão, o congelamento das carreiras desde 2011, entre outras reivindicações.