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Europa constrói o maior telescópio do mundo no Chile

Chama-se European Extremely Large Telescope (E-ELT), será o maior telescópio do mundo, e vai ficar a mais de 3000 metros de altitude, no Chile. ((Veja vídeo no fim do texto). 

Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)

O Observatório Europeu do Sul (ESO), organização a que Portugal pertence, vai construir o maior telescópio do mundo no deserto do Atacama (Chile), na montanha de Cerro Amazones, a mais de 3000 metros de altitude.

O telescópio, com um espelho de 42 metros de diâmetro, estará operacional em 2018 e custará 1000 milhões de euros. Um comunicado do ESO considera que o local escolhido "tem condições excepcionais para as observações astronómicas", devido à limpidez e estabilidade da atmosfera.

Descobrir os segredos da formação dos planetas

Com o E-ELT, o ESO pretende responder a muitas das questões da astronomia que ainda estão por resolver - desde a formação dos planetas à existência de vida extraterrestre, ou à natureza da matéria e da energia escuras - "e revolucionar a nossa percepção do Universo".

Tim de Zeeuw, director-geral da organização, considera que o novo telescópio óptico de infravermelhos "é um projecto ambicioso que vai trazer um grande avanço ao conhecimento astronómico".

A actual geração de grandes telescópios com espelhos de oito a dez metros de diâmetro permitiu a obtenção das primeiras fotos de planetas fora do Sistema Solar a orbitarem estrelas.

Imagens 15 vezes mais nítidas que as do Hubble

Mas o E-ELT, com o seu espelho de 42 metros de diâmetro, vai captar 15 vezes mais luz do que os mais potentes telescópios ópticos actuais e terá imagens 15 vezes mais nítidas que as obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble.

Por outro lado, os 42 metros são o limite mínimo para se conseguirem imagens de planetas rochosos extra-solares que permitam determinar a composição das suas atmosferas, e para medir directamente a velocidade de expansão do Universo.

A localização do E-ELT em Cerro Amazones não ficou a dever-se apenas às qualidades astronómicas das condições naturais da região, mas também às facilidades dadas ao ESO pelo governo do Chile e à proximidade de outros grandes telescópios da organização, como o VLT (Very Large Telescope), o VISTA ou o ALMA.