Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Dux da Lusófona não vai ser julgado pelas mortes no Meco. Juiz: "Não houve comportamento tirânico"

  • 333

Famílias das vítimas admitem levar o caso até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

O ex-responsável máximo pelas praxes na Lusófona, João Miguel Gouveia, não será julgado pela morte dos seis estudantes da universidade arrastados por uma onda na praia do Meco, a 15 de dezembro de 2013.

Em comunicado, o juiz de instrução do Tribunal de Setúbal refere não existirem indícios de que João Gouveia, o único sobrevivente da tragédia, tenha "sujeitado, pelo menos conscientemente, os colegas falecidos a um perigo que não pudessem eles próprios avaliar e evitar", nem que mantivesse sobre os seis jovens "um qualquer dever de guarda, vigia ou assistência e os tenha, já no mar, deixado à sua sorte".

"Assim, conclui o Tribunal não estarem indiciados factos susceptíveis de consubstanciarem ilícito de natureza criminal, nomeadamente o de exposição ao abandono", adianta o documento, a que o Expresso teve acesso. 

O juiz Nelson Escórcio entendeu, desta forma, que "não houve um comportamento tirânico" por parte do ex-dux da Lusófona e que os estudantes estavam na praia "de livre vontade" quando foram arrastados por uma onda, corroborando, assim, a tese de acidente, sustentada pela defesa e pelo Ministério Público. Com esta decisão, o caso é encerrado.

As famílias das vítimas vão agora recorrer, admitindo a possibilidade de levar o caso até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.