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Dois anos e meio para ser Património da Humanidade

Reconhecimento da dieta mediterrânica feito hoje pela UNESCO não levantou discussão. Câmara de Tavira satisfeita pelo êxito da sua iniciativa. 

A dieta mediterrânica foi hoje classificada pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade, numa decisão tomada rapidamente e sem grande discussão, durante a 8ª sessão do Comité Intergovernamental da organização, em Baku, Azerbaijão.

Juntamente com Portugal, Chipre, Croácia, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos também fizeram parte da candidatura, uma iniciatica da Câmara Municipal de Tavira que gastou dois anos e meio a assegurar a preparação de todo o processo.

"Foi o reconhecimento das boas práticas alimentares. A dieta mediterrânica significa estilo de vida saudável e é isso que nós fazemos", disse ao Expresso Jorge Botelho, presidente da Câmara de Tavira.

A dieta mediterrânica é um estilo de vida que vai muito para além da confeção dos alimentos. Tem a ver com práticas produtivas, agricultura e pescas, festividades e até expressões artísticas. 

Espanha, Grécia, Itália e Marrocos eram países onde a dieta mediterrânica já era considerada património desde novembro de 2010. No entanto, juntaram-se a Portugal, Chipre e Croácia para de forma mais abrangente renovarem a decisão.

"É uma candidatura internacional, mas foi toda coordenada em Portugal, mais concretamente em Tavira. E esta atribuição foi o coroar de dois anos e meio de trabalho", disse Jorge Botelho.

"Apesar do nosso país não ser diretamente banhado pelo Mediterrâneo, a UNESCO reconhece que as nossas práticas, a nossa paisagem, o nosso património, a maneira como comemos, tem tudo a ver com os países banhados pelo Mediterrâneo", concluiu o autarca de Tavira.