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Criança madeirense fica no hospital mais uns dias

Segurança Social diz que a família de Daniel era acompanhada, mas sem historial de abusos ou negligência. Ministério Público vai decidir o futuro próximo da criança.

Marta Caires, correspondente no Funchal

Daniel, o menino de 18 meses que esteve desaparecido no Estreito da Calheta durante três dias, afinal já não regressa hoje a casa conforme estava previsto. Os médicos que o acompanham no Hospital Nélio Mendonça, no Funchal, entendem que a criança ainda não está em condições físicas ideais e que precisa de ser acompanhada por mais um tempo.



Agora, as atenções estão centradas nas investigações da Polícia Judiciária e circulam informações de que estarão para breve detenções. A Judiciária mantém em aberto todos os cenários, incluindo o de rapto. As circunstâncias em que o menino desapareceu e a forma como foi encontrado, três dias depois, no meio do mato, numa zona de difícil de acesso até para um adulto, são estranhas e continuam por esclarecer.



A família, segundo Bernardete Vieira, responsável pelo Centro de Segurança Social da Madeira, já era acompanha pelos serviços, mas as crianças - Daniel e a irmã de quatro anos - não estavam referenciadas. Não há qualquer incidente ou referência de eventual abuso ou negligência. "Era uma família acompanhada por ter poucos recursos", diz ao Expresso.



Bernardete Vieira explica que, de momento, o assunto está nas mãos da Polícia Judiciária, a entidade a quem compete esclarecer o que se passou nos três dias em que a criança esteve desaparecida. Mas uma decisão sobre o futuro próximo de Daniel cabe ao Ministério Público.