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Crato diz que não prometeu aos professores a manutenção do lugar. "Disse 'mantêm-se'. Não disse 'manter-se-ão'"

Professores têm saído à rua em protesto contra o ministro da Educação e os erros nas colocações

FOTO INÁCIO ROSA / LUSA

Ministro da Educação voltou a surpreender afirmando que nunca disse que os docentes colocados erradamente iam manter as suas colocações.

Depois de ter dito no Parlamento, há três semanas, que nenhum professor iria ser "prejudicado" pelos erros do Ministério da Educação no processo de colocação de contratados, Nuno Crato regressou esta quarta-feira à Assembleia da República para explicar que nunca tinha afirmado o que todos os deputados, jornalistas e professores tinham entendido na altura. 

"Todas as minhas afirmações na altura têm de ser lidas com atenção e interpretadas dentro do quadro legal. Os professores mantêm-se, disse. Mantêm-se até às novas listas de colocação corrigidas, que tacitamente revogam a anterior. É a lei", declarou. Nuno Crato explicou ainda que estaria a cometer uma "ilegalidade" se mantivesse os professores naqueles lugares, ultrapassando de forma indevida os seus colegas. 

Heloísa Apolonia, do partido Os Verdes, que agendou o debate desta quarta-feira sobre a "trapalhada da colocação de professores" este ano, criticou o que parecia ser um jogo de palavras de Nuno Crato. Mas o ministro manteve o raciocínio: "Eu disse os professores mantêm-se. Não disse manter-se-ão".

Em baixo, pode ouvir o que Nuno Crato disse há três semanas: