Expresso

Siga-nos

Perfil

Perfil

Sociedade

Condenado à morte diz que é alérgico à injecção letal

  • 333

A condenação de Darryl Durr está suspensa por causa de uma suposta alergia a uma das substâncias da injecção letal. Por isso, a advogada do queixoso teme que a execução seja demasiado longa, a ponto de ser tornar ilegal.

Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA (www.expresso.pt)

A execução de Darryl Durr, prevista para a próxima terça-feira no estado do Ohio, foi suspensa provisoriamente por causa de uma alergia a uma das substâncias contida na injecção letal.

Enquanto os médicos verificam se é verdade, Kathleen McGarry, advogada do queixoso, afirma que "a lei estabelece que qualquer execução deve ser rápida e indolor".

Caso se confirme a alergia, desconhece-se que tipo de reacção o organismo poderá ter, daí a cautela de Gregory Frost, o juiz que suspendeu o processo.

"Se o corpo do sr. Darryl tiver uma reacção violenta às drogas que lhe injectarem - vómitos, complicações respiratórias, etc, - fica claro que esta execução tem um problema", explica McGarry.

O Ohio foi o segundo estado americano (depois de Washington) a estipular que as condenações à morte sejam levadas a cabo apenas com uma injecção letal, em vez das três convencionais - neste último caso a primeira induz o condenado num estado de coma, a segunda paralisa o diafragma e os pulmões e a terceira pára o coração.

O objectivo desta medida foi reduzir o tempo e as complicações das execuções, visto que algumas resultam em verdadeiras sessões de tortura, que se prolongam por horas.

Em Outubro passado, dois desses condenados sobreviveram para contar ao Expresso a sua experiência (ver texto relacionado intitulado "Executados a conta gotas").O problema de Darryl Durr com a injecção única é que ela contém uma anestesia, à qual ele alega ser alérgico.Os resultados das análises serão conhecidos em breve.