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Cidades inteligentes. Copenhaga quer poupar energia e Joanesburgo reduzir criminalidade

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Copenhaga, cidade nórdica e fria, tem por meta reduzir 20% no consumo de energia para aquecimento. Joanesburgo vai apostar na prevenção da criminalidade e no apoio à investigação policial.

Marta Caires

Jornalista

Copenhaga quer reduzir ao mínimo possível as emissões de dióxido de carbono até 2025 e, em África, várias cidades procuram soluções para a educação, a criminalidade e a pobreza através dos novos sistemas de gestão inteligente da IBM. Os exemplos foram apresentados esta sexta-feira no Fórum Regiões do Futuro 2015, que decorreu esta sexta-feira no Funchal sob o tema sustentabilidade inteligente e desenvolvimento económico.

Paulo Cafôfo, presidente da Câmara do Funchal e anfitrião do encontro destinado a representantes das regiões, cidades e municípios do espaço Atlântico Euro-Africano, lembrou que, segundo projecções da ONU, 70% da população mundial viverá em cidades em 2050. Dado que obrigará a encontrar soluções para garantir eficiência no abastecimento de água, na reabilitação urbana, na segurança, na resposta a situações de emergência, na saúde, na eficiência energética.

Modelos de gestão que funcionam já em Copenhaga, que tem metas para cumprir até 2025, conforme explicou Hans Christiansen, representante da Câmara da capital dinamarquesa. Os ojectivos estão traçados: reduzir 20% nos gastos com o aquecimento, 20% da electricidade gasta nas empresas e 10% do consumo doméstico de energia. O outro grande desafio da cidade é reduzir ao mínimo as emissões de dióxido de carbono. Neste momento, as bicicletas são já um dos meios de transporte mais usados.

A aposta da Copenhaga nos modelos de gestão inteligente tem por base preocupações ambientais, mas é também uma estratégia para atrair mais pessoas e mais empresas. As pessoas fazem a cidade, pagam impostos, deixam receitas e é importante que se sintam bem no lugar onde vivem e trabalham. Se não for assim, irão procurar noutra cidade que seja mais agradável, onde exista emprego e melhor qualidade de vida.

Os objectivos da capital dinamarquesa são, no entanto, muito diferentes das cidades africanas que aderiram aos modelos de gestão inteligente da IBM, ao projecto Smart Cities. Em África os problemas são outros como a pobreza, a necessidade de assegurar alimentos, educação, serviços básicos de saúde e a urgência de construir infraestruturas, a existentes datam da época colonial.

Joanesburgo adere ao Smart Cities para prevenir criminalidade

Em Joanesburgo o projecto irá incidir na prevenção da criminalidade e no apoio à investigação policial. A meta é uma redução da alta taxa de criminalidade até 2040. O Smart Cities tem já um exemplo bem sucedido na área da segurança. A cidade Memphis reduziu em 30% a taxa de criminalidade.

O vídeo que apresenta a extensão da gestão inteligente a África identifica os problemas que tornam o quotidiano em algo muito difícil e garante que a junção das novas tecnologias à gestão municipal permitirá um avanço de décadas no atraso de desenvolvimento. Com cidades mais agradáveis, onde é possível ter acesso a cuidados de saúde e à educação, onde há uma rede de abastecimento de água e electricidade sem apagões será mais fácil fixar os melhores talentos. Talentos que ficarão em África a usar a criatividade em prol das comunidades onde vivem.

O encontro que decorreu no Funchal contou com a participação do secretário geral da Associação dos Municípios do Senegal e de um membro do conselho directivo da Associação de Municípios de Cabo Verde.