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Cerca de um milhão de alunos sem aulas devido à greve

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FOTO António Pedro Ferreira

Muitas escolas encerraram esta sexta-feira devido à greve na Função Pública. Os alunos do ensino básico foram os mais afetados, segundo a Fenprof.

Cerca de um milhão de crianças e alunos, do jardim-de-infância ao ensino superior, ficaram hoje sem aulas devido à greve geral dos trabalhadores da função pública, segundo dados da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

"A greve dos trabalhadores da Administração Pública deixou sem aulas quase um milhão de alunos de todo o país", refere a Fenprof em comunicado enviado para as redações, sublinhando que os efeitos da paralisação se fizeram sentir nos jardins-de-infância, escolas do 1.º, 2.º e 3.º ciclos, assim como escolas secundárias e departamentos do ensino superior.



Os estabelecimentos de ensino "encerraram hoje devido à conjugação da greve de trabalhadores docentes e não docentes" e, em algumas cidades, não houve praticamente aulas, com os alunos mais pequenos a ficarem em casa.



Os trabalhadores protestaram contra as políticas governamentais "que fragilizam a organização e funcionamento das escolas públicas e, ao mesmo tempo, levam a uma degradação cada vez maior das condições de trabalho e de vida dos seus profissionais", sublinha a Fenprof.



A maior estrutura sindical de professores recorda algumas medidas que desagradaram os funcionários, como o processo de municipalização da educação, a aplicação da mobilidade especial, o congelamento das carreiras ou os cortes salariais.



No caso dos docentes do ensino superior, a federação sublinha medidas como a intenção do Ministério da Educação de não alargar o período transitório para a conclusão do grau de doutor ou a obtenção do título de especialista.



A greve de hoje foi convocada pela federação sindical filiada na Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) e teve depois a adesão do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).



Na origem da convocação da greve estão os cortes salariais na função pública, o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, a colocação de trabalhadores no regime de requalificação, o congelamento das carreiras e a falta de negociação no sector.