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Cannes quer travar as selfies. É "rídiculo e grotesco" e cria engarrafamentos na passadeira vermelha

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A modelo checa Petra Nemcova a pousar para uma selfie à chegada ao festival no ano passado

Getty

"Nunca se fica tão mal como quando se é retratado numa selfie", afirmou o diretor do festival de cinema de Cannes, num apelo lançado por ocasião da apresentação da próxima edição do evento, que decorrerá nem maio.

"Nós não queremos proibi-las, mas é uma questão de timing. Nós temos um determinado período de tempo para fazer as pessoas atravessarem a passadeira vermelha e se apressarem e atrasa mesmo tudo se as pessoas param a cada dois metros para tirarem uma fotografia de si próprias, consigo próprias", afirmou o diretor do festival de cinema de Cannes, Thierry Frémaux, falando esta quinta-feira no início da conferência de imprensa de apresentação da próxima edição do evento, que decorre entre 13 e 24 de maio.

A organização do festival considerou que banir a prática não era possível ou desejável, pelo que optou por lançar antes uma campanha para desincentivar a prática. "Nós achamos que é ridículo e grotesco" e "nunca se fica tão mal como quando se é retratado numa selfie", acrescentou Frémaux.

O apelo está lançado: "contenção nas selfies" são as palavras de ordem para quando as estrelas de cinema passarem na passadeira vermelha para a sessão de abertura da 68ª edição do festival, que arranca com a apresentação "La Tête Haute", da realizadora Emmanuelle Bercott, a exibir fora de competição.

Nani Moretti, Gus Van Sant, Jacques Audiard e Todd Haynes são alguns dos realizadores que têm este anos filmes em competição, numa edição em que o cinema português estará ausente. O júri que decidirá a Palma d'Ouro é presidido pelos irmãos Joel e Ethan Coen.

Entre as apresentações à margem da competição surge ainda a adaptação de "O Principezinho" de Saint-Exupéry, por Mark Osborne, "Irrational Man", de Woody Allen, e "A Tale of Love and Darkness", de Natalie Portman.