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Cancelados 52 de 191 voos programados até às 13h00

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Dos 191 voos programados até às 13h00 deste domingo, foram realizados 139 e cancelados 52, afirmou André Serpa Soares, porta-voz da TAP.

José Coelho/Lusa

Segundo André Serpa Soares, porta-voz da Transportadora Aérea Portuguesa, foram realizados 139 voos até às 13h00 deste domingo, o que corresponde a 72% dos voos programados até à hora indicada. A empresa recusa-se a entrar na "guerra dos números" sobre os pilotos que aderiram à greve de dez dias.

A TAP cancelou 52 dos 191 voos programados até às 13h00 no terceiro dia de greve dos pilotos, realizando cerca de 72% da operação, mantendo-se uma adesão superior na Portugália (PGA). 

Segundo André Serpa Soares, porta-voz da Transportadora Aérea Portuguesa, foram realizados 139 voos, número que abrange os serviços mínimos, dos quais 125 da companhia TAP e 14 da PGA.

A companhia PGA, que voa sobretudo a partir do aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, cancelou 22 voos (dos 36 programados), enquanto a TAP cancelou hoje 30 (de 155 programados), adiantou. 

No balanço realizado às 13h00, a empresa voltou a transmitir apenas os números da operação, recusando-se a entrar "na guerra dos números" sobre os pilotos que aderiram à greve de dez dias, convocada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC). 

Questionado pelos jornalistas sobre o alegado desrespeito das horas de descanso, o porta-voz da TAP rejeitou tais declarações do SPAC: "A ser verdade que foram feitas, são extremamente infelizes e constituem um insulto para os colegas que estão a voar".

"Os colegas cumprem escrupulosamente as regras de segurança de voo, nomeadamente as horas de descanso e a TAP não abre mão das regras de segurança", declarou, acrescentando que "A TAP reagirá nos meios adequados, dada a gravidade das acusações". 

Pelas 12h00, a Lusa constatou que não existia fila para o balcão do serviço ao cliente, a que os passageiros com voos cancelados recorrem para encontrar soluções alternativas para seguir viagem. 

No sábado, o SPAC reafirmou que apenas 30% dos pilotos estão a trabalhar. Os pilotos da TAP marcaram uma greve, entre 1 e 10 de maio, por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação no capital da empresa no âmbito da privatização.