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Câmara de Gaia trava passivo e recurso à troika nacional

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Eduardo Vítor Rodrigues e António Costa, durante uma visita à  creche Cercigaia, em Vila Nova de Gaia

Estela Silva/Lusa

Executivo de Eduardo Vítor Rodrigues reduziu a dívida em 20 milhões de euros, o equivalente a 10% do passivo autárquico. Contas de 2014 vão debate público na segunda-feira.

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

No primeiro ano de mandato ao leme de uma das autarquias mais endividadas do país, o presidente da Câmara de Gaia sustenta que a autarquia inverteu a marcha do despesismo, o que permitiu reduzir o passivo em 10% e "evitar o colapso orçamental".

No relatório e contas que o executivo socialista leva a reunião pública de Câmara, na próxima segunda-feira, dia 20, o autarca refere que com a mudança para uma gestão "mais rigorosa e transparente" foi possível abater mais de 20 milhões de euros ao endividamento tota da autarquial, que baixou de 196,2 milhões em 2013 para 175,5 milhões de eruros em dezembro de 2014.

De acordo com o documento sujeito a escrutínio público, também as contas das Águas de Gaia e Parque Biológico de Gaia inverteram os resultados para valores positivos. Ao longo de 2014, foi ainda travada a elevada dívida do município à banca, passando de 144,8 milhões para 133,4 milhões de euros, o mesmo acontecendo com as dívidas de curto prazo, reduzidas de 30,1 milhões para 25,8 milhões de eruros.

A política de cortes estendeu-se à dívida a fornecedores e outros credores, que baixou em 22,5 milhões de euros, afirmando Eduardo Vítor Rodrigues que, pela primeira vez em muitos anos, a Câmara tem um prazo médio de pagamento de 82 dias, oito dias abaixo do abaixo do limite legal (90).

O presidente da terceira maior autarquia do país defende que o rigor de gestão e financeiro evitou a ida do município ao Fundo de Apoio Municipal (FAM), "uma versão de troika nacional local", com consequências nefastas para os residentes gaienses que veriam os impostos e taxas municipais "elevados ao máximo previsto por lei".

A inibição de candidaturas ao Quadro Comunitário de Apoio 2020 era outro dos prejuízos para autarquia, que vai avançar com projetos cofinanciados por fundos europeus para os mercados da Afurada e Beira Rio e para a construção do centro Cultural de Gaia, entre outros.