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BES. Cerca de 50 pessoas invadem Novo Banco em Viseu

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Manifestantes invadiram as instalações do Novo Banco em Viseu, exigindo as poupanças pessoais de uma vida

Nuno André Ferreira/Lusa

"Ladrões, gatunos e aldrabões" são as palavras mais repetidas pelos clientes lesados na falência do BES, que reclamam poupanças de uma vida. Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial reúne-se esta quinta-feira com a CMVM.

Cerca de 100 pessoas invadiram ao fim desta manhã as instalações do Novo Banco em Viseu, reclamando os seus direitos e exigindo o dinheiro investido em papel comercial no Banco Espírito Santo (BES).



Ao som de vários apitos e com um altifalante a ecoar palavras de ordem, mais de 50 pessoas entraram por volta das 12h nas instalações do banco, empunhando cartazes e gritando "Queremos o nosso dinheiro".



"Ladrões, gatunos e aldrabões" são as palavras mais repetidas pelos lesados que reclamam poupanças de uma vida.



Esta foi uma ação concertada e anunciada desde ontem por Ricardo Ângelo, líder da Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC). O responsável já tinha manifestado a sua esperança numa significativa adesão à iniciativa.



Esta quarta-feira, a AIEPC enviou cartas-convite ao Novo Banco, ao Banco de Portugal (BdP), à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e ao Ministério das Finanças a desafiar estas entidades "para se reunirem todas a uma mesa de forma a resolver o problema das 2500 famílias que subscreveram papel comercial do GES", informou Ricardo Ângelo. "Queremos juntar todas estas entidades com os lesados do papel comercial porque todos falharam, especialmente o BdP e a CMVM", sublinhou.



Ricardo Ângelo confirmou ainda que a AIEPC vai reunir-se esta quinta-feira com a CMVM para debater a questão do papel comercial e tentar encontrar soluções. O líder da AIEPC não vai estar presente no encontro com o supervisor do mercado português, devido à presença na manifestação de Viseu, mas a associação vai estar representada por três membros.



Um deles é Luís Miguel Henrique, advogado que se notabilizou na liderança da Associação de Defesa dos Clientes do Banco Privado Português (ADCBPP) e que desde terça-feira está formalizado como representante legal da Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial.