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BE: É "muito difícil" compreender salários do novo Conselho de Administração da RTP

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A dirigente nacional falava na Guarda, à margem da sessão de encerramento de um encontro sobre o interior do país.

Miguel Pereira da Silva/Lusa

A porta-voz nacional do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, disse que "não deixa de ser estranho" que o Governo "se prepare para autorizar uma administração que vai ganhar mais do que o primeiro-ministro". 

A porta-voz nacional do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, considerou hoje que "é muito difícil o país compreender" os salários do novo Conselho de Administração da televisão pública. 

A dirigente nacional afirmou aos jornalistas, na Guarda, à margem da sessão de encerramento de um encontro sobre o interior do país, que "não deixa de ser estranho" que o Governo "se prepare para autorizar uma administração que vai ganhar mais do que o primeiro-ministro".

"E não deixa de ser estranho que trabalhadores da RTP, alguns até com salários abaixo da média para as suas qualificações, para a sua carreira, estejam com salários congelados há sete anos, e que estejam até num processo complicado de acordo empresa, precisamente por causa de cortes salariais, e que o Governo se prepare para autorizar uma administração que vai ganhar mais do que o primeiro-ministro", afirmou.

Catarina Martins concluiu dizendo que julga "que é muito difícil o país compreender isso". O novo presidente do conselho de administração da RTP, Gonçalo Reis, vai ganhar 10.000 euros por mês, um valor superior ao do seu antecessor no cargo, Alberto da Ponte, segundo um diploma publicado no Diário da República.

O despacho do ministério das Finanças, publicado na sexta-feira, autoriza o presidente da RTP e o vogal da administração, Nuno Artur Silva, a optarem pela remuneração média dos últimos três anos do lugar de origem, um regime previsto no Estatuto do Gestor Público.

Gonçalo Reis irá assim auferir uma remuneração mensal de 10.000 euros e Nuno Artur Silva, 7.390,29 euros, sem despesas de representação.