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Associação Académica de Coimbra recusa convite para almoçar com Passos

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ENCONTRO Passos Coelho convidou representantes das associações do ensino superior para um almoço na terça-feira e assinalar assim o dia do estudante.

FOTO LUÍS BARRA

Estudantes de Coimbra preferem assinalar o dia com ações de protesto na cidade em vez de almoçar com Passos Coelho. Várias associações estarão presentes. Lisboa ainda irá decidir se vai ao encontro marcado para Braga.

O convite chegou na semana passada e ainda que fosse endereçado pelo primeiro-ministro, a Associação Académica de Coimbra (AAC) decidiu manter as ações de protesto que já tinha anunciado para assinalar o dia do estudante, que se comemora na terça-feira, e faltará ao encontro.  

"O dia do estudante é para estar com os estudantes e reivindicar melhores condições para o ensisno superior. Não é para almoçar com o primeiro-ministro. Estamos sempre disponíveis para reunir, mas não num dia como amanhã. Até porque não é em almoços que se vão decidir grandes mudanças", explica Bruno Matias, presidente da AAC. Outras associações, como a académica do Minho e a Federação Académica do Porto (FAP), já se demarcaram da posição de Coimbra e vão participar no almoço, marcado para  Braga.  

"Não queremos perder a oportunidade de transmitir ao primeiro-ministro as preocupações dos estudantes do ensino superior, designadamente em relação à atribuição de bolsas de estudo e cuja regulamentação irá ser alterada", justifica Daniel Freitas, da FAP. Carlos Videira, presidente da Associação Académica do Minho assume idêntica posição e acrescenta outros temas para serem abordados no almoço, que contará com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior: "Entendemos que questões como o abandono dos estudantes do ensino superior por motivos financeiros não têm merecido a devida atenção. A discussão sobre a alteração nas regras de acesso, com um sistema diferente para o ensino politécnico também merece a nossa oposição", exemplifica.

Ainda assim, a participação no encontro com Passos Coelho não é pacífica dentro da comunidade estudantil. Em Lisboa, os dirigentes da associação académica vão ainda reunir-se ao final do dia para decidirem se, em dia do estudante, almoçam ou não com o primeiro-ministro.