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Antioxidantes sim, mas com conta, peso e medida!

A longo prazo os alimentos que contem boas quantidades de antioxidantes pode ter efeitos nocivos. Clique para visitar o canal Life & Style.

Alexandra Simões de Abreu (www.expresso.pt)

Todos nós já vimos publicidade aos antioxidantes realçando os seus efeitos benéficos no atraso do envelhecimento. Mas também sabemos que tudo o que é demais faz mal. E neste caso, pelos vistos, a sentença também se aplica. Segundo uma pesquisa divulgada pela Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, e publicada pelo Journal of Applied Physiology, o consumo de alimentos que contêm boas quantidades de antioxidantes pode ter efeitos nocivos a longo prazo.

O grupo de substâncias formado por vitaminas, minerais, compostos vegetais e enzimas são reconhecidos pelos cientistas por bloquear o efeito danoso dos radicais livres, que aceleram o processo de envelhecimento das células do corpo, e por ajudar a evitar doenças do coração e cancro. O que aponta a pesquisa, feita com animais que receberam diferentes doses dessas substâncias, é que altas doses causam enfraquecimento muscular em pessoas mais velhas. Isto porque o consumo excessivo de uma substância altera o equilíbrio dos nutrientes no corpo. Assim consumir antioxidantes em excesso diminui a quantidade de substâncias vasodilatadoras que ajudam a manter a saúde das artérias e veias. Isto faz com que os músculos não recebam a quantidade necessária de oxigénio, deixando-os rígidos e doloridos, principalmente durante a realização de exercícios.

O estudo sugere ter cautela na prescrição de uma alimentação carregada de antioxidantes e lembra que muitos produtos fornecem quantidades superiores de nutrientes às recomendadas diariamente. Por exemplo, uma porção de batata-doce fornece quatro vezes a quantidade recomendada de vitamina A diária. O mesmo acontece com os bróculos, cuja porção oferece mais do dobro da quantidade de vitamina K recomendada para consumo adulto diariamente.